12/5/2010 – Servidor pressiona por reajuste

Em ano eleitoral, servidor pressiona governo para ganhar mais reajustes

MARIA CLARA CABRAL
NANCY DUTRA
da Sucursal de Brasília

A menos de cinco meses para o primeiro turno das eleições, servidores públicos federais aumentam a pressão sobre o governo para obter reajustes.

De acordo com a Condisef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), entre 50 mil e 60 mil servidores estão em greve no país.

Essa marca, entretanto, pode ser superada nos próximos dias já que outras categorias também ameaçam paralisação, entre elas policiais federais e servidores do Poder Judiciário que querem ampliar a greve para todo o país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou anteontem que não haverá mais reajustes neste ano. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) acusa os grevistas de se aproveitarem do ano eleitoral para “tirar mais um pouco” do governo.

Secretário-geral da Condisef, Josemilton Costa disse que a declaração de Bernardo foi “infeliz”. Ele nega que os servidores usem as eleições para obter reajustes. A entidade, lidada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), representa os grevistas nas negociações. O presidente da CUT, Artur Henrique, admite que as eleições contribuem para as greves.

Judiciário

Em meio à ameaça de greve nacional do Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, esteve ontem na Câmara.

O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB), negou que ele tenha ido pressionar pela aprovação do projeto que concede reajuste à categoria.

A principal reivindicação do Judiciário é aprovação do projeto que trata do plano de carreiras dos servidores federais. O impacto da proposta é de cerca de R$ 6,3 bilhões em 2011. O reajuste médio seria de 56%.

Segundo a Fenajuf (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público), ligada à CUT, a greve atinge cerca de 60% dos servidores em oito Estados.

Já a greve na setor ambiental, de acordo com a Asibama (Associação Nacional dos Servidores do Ibama), atinge 4.500 dos 6.800 funcionários do Ibama, do Instituto Chico Mendes, do Ministério do Meio Ambiente e do Serviço Florestal Brasileiro.

Ontem cerca de 700 servidores do setor de todo o país entregaram seus cargos.

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