14/5/2010 – O contra-ataque dos servidores

Se Lula e o ministro Paulo Bernardo pensam que vão ficar livres do contra-ataque ao anúncio de que não haverá reajustes para servidores em 2010 e que os dias de greve serão descontados, podem se preparar, pois muito servidores pressionam suas entidades para atribuir a culpa pelos ataques também a ex-ministra Dilma Rousseff e que a ela seja atribuída parte da culpa pelo fracasso de negociações,
como é o caso dos servidores do ministério do Trabalho em greve desde abril.

Ocorre que, ao final do ano passado, o comando de greve conversou com a entãoministra da Casa Civil e ela comprometeu-se a intervir para abertura de negociações entre grevistas e governo e as negociações não deram em nada. Também servidores do Meio Ambiente, Ibama e Chico Mendes nunca morreram de amores por Dilma, desde os embates entre ela e a então ministra Marina Silva, que defendeu seus servidores quando de negociações com o Planejamento, espécie de carro chefe das políticas salariais do governo federal. Nos estados, como Para, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas gerais, Bahia e Paraná já há forte movimentação para atacar a pré-candidatura de Dilma. No Rio Grande do Sul e Paraná isso está dando certo, pois os índices da ex-ministra não são lá muito bons. Se os servidores tiverem a consciência do poder que têm nas mãos e nas palavras poderiam enterrar qualquer candidatura neste país. Basta mobilizar e atacar, digo contra-atacar.

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