Dia das Mães e o perverso consumismo

 

Por Milton Manoel da Silva Filho*

O perverso sistema que sempre defende o ‘ter’ no lugar do ‘ser’, aliado à grande mídia, que leva a mensagem de que as mães precisam ganhar presentes materiais, volta a atacar.

Este perverso sistema é o mesmo que não garante às mães uma digna licença maternidade, creches humanizadas, transporte coletivo de boa qualidade, salário justo e, tampouco, respeito à jornada de trabalho.

Nada de reducionismo. No entanto, é bom lembrar que as mães gostam de ganhar celulares, sapatos, perfumes e roupas e, algumas, até carro.

Porém, muitos desses presentes estão embrulhados com papel de baixos salários, de extensas e abusivas jornadas de trabalho, da obrigatoriedade de um sorriso aberto e de muitas humilhações, às quais a maioria das mães comerciárias é submetida.

As mães, mais do que presentes materiais, esperam e desejam ardentemente, que seus maridos, filhos e patrões, lhes garantam respeito, afetividade, carinho, reconhecimento e atenção, todos os 365 dias do ano.

Mãe, só a luta faz a lei!

(*) Presidente do Sindicato dos Comerciários de Caruaru (Sindecc-PE)

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