Arquivo da categoria: Notícias

Crise política se agrava com denúncia de ex-ministro golpista

temer
Sem legitimidade para governar o país, renúncia e eleições diretas seriam melhor solução

Fonte: cut.org.br

Num claro tom de desespero político, o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) justificou – mas não explicou – em entrevista coletiva à imprensa, neste domingo (27/11), os últimos atos que levaram à pior crise da presidência da República desde que o golpe de estado ficou institucionalizado pelo Congresso Nacional. Ao lado dos presidentes da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que pretende impedir proposta que prevê anistia ao caixa 2, articulada por parlamentares. Porém, o pano de fundo para chamar a mídia amiga foi o temor de que as gravações do ex-ministro Marcelo Caleiro venham à tona hoje à noite em programa dominical de grande audiência da TV Globo.

O presidente sem voto para implementar uma agenda prejudicial e nefasta ao povo brasileiro disse, ainda, que o crescimento econômico do país, derretido principalmente em razão do golpe, será retomado somente a partir do segundo semestre de 2017. Apontou medidas que chamou de “singelas” para retomar o emprego como, por exemplo, o financiamento de R$ 3 milhões para aquisição de casa própria e o Cartão Reforma, iniciativas da Caixa Federal, que beneficiam diretamente o bolso dos amigos e empresários da construção civil.

Até hoje escondido do povo e das ruas, fazendo aparições somente em ambientes fechados entre políticos, aliados e empresários, além da imprensa comercial, Temer disse que a prioridade da agenda golpista até o final deste ano é aprovar a PEC 55/241. Também falou que pretende realizar as reformas da previdência e trabalhista a toque de caixa. Ele destacou o “diálogo” entre todos os setores da sociedade para tomar essa atitude e anunciou que chamará todas as entidades representantes dos trabalhadores para debater a reforma da previdência. Os presidentes da Câmara e Senado, sentados um de cada lado de Temer, em clara demonstração de união entre executivo e legislativo, concordavam com cada item anunciado, acenando afirmativamente com a cabeça. Cabe lembrar que todas as medidas impostas às pressas, estão sendo aplicadas sem participação popular ou consulta à sociedade, de forma autoritária pelos três poderes que articularam o golpe contra a presidenta eleita por mais de 54 milhões de votos, Dilma Rousseff.

O estopim da crise

A República caiu em menos de 24 horas após depoimento do ex-ministro da Cultura, o diplomata de plumagem tucana Marcelo Calero. Em depoimento à Polícia Federal na quinta-feira (24.11) à noite, Calero afirmou que sofreu pressão por parte do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e também do presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP), para aprovar obra ilegal em área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ligado ao Ministério da Cultura, pasta ocupada pelo diplomata antes de pedir demissão. Segundo noticia a imprensa, Geddel seria o proprietário de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, que seria construído em área histórica no centro de Salvador/BA.

Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), a situação do Palácio do Planalto é extremamente grave. Segundo ela, o presidente ilegítimo estava fazendo tráfico de influência a favor de um interesse privado. “Temer disse, por meio de porta voz, que aquilo era mediação de conflitos entre ministérios, portanto cabia à Casa Civil ou Presidência fazê-lo. Conflito entre ministérios se dá quando existe uma discussão de políticas públicas, um entendimento sobre algum encaminhamento que não seja relacionado a interesses particulares”, explicou a parlamentar. A senadora petista vê uma única solução para livrar o país da crise política que vem paralisando as atividades do Congresso e econômicas no país: a renúncia! “Temer deveria compensar sua pequenez renunciando e convocando eleições diretas. Só tem uma coisa para curar o país dessa situação que é chamar o povo às urnas para que alguém tenha legitimidade em sentar na cadeira na presidência da República”, concluiu.

Diante do agravamento do quadro político, a oposição avalia se cabe fazer um pedido de impeachment. As Bancadas do PT na Câmara e no Senado, juntamente com outros partidos de oposição, soltaram nota oficial no início da tarde desta sexta-feira (25/11) divulgando que irão requerer à Polícia Federal cópia do depoimento de Calero e de provas apresentadas por ele, para uma análise detalhada, na próxima segunda-feira (28/11), com juristas renomados.

Seis quedas ministeriais em seis meses

Geddel é o sexto ministro do governo golpista a pedir demissão, pressionado por denúncias envolvendo casos no mínimo suspeitos. Nos primeiros 45 dias de governo ilegítimo, o presidente sem voto perdeu três ministros por suspeitas de corrupção ligadas a Operação Lava Jato. São eles Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), todos eles quadros do PMDB. Teve ainda Fábio Medina Osório, da AGU, e Calero que pediu demissão essa semana e foi o pivô da maior crise institucional após a institucionalização do golpe de estado.

Sem alarde, Temer encaminha privatização de BB e Caixa

privatizacao
Bancos são vendidos de maneira fatiada, a começar por partes lucrativas, e patrimônio público é jogado no lixo

Fonte: CUT

Da mesma forma que o golpe não usa mais canhões e fardas, a privatização também ganha outros ares e, sem alarde, é encaminhada pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) de maneira fatiada para amenizar a repercussão.

Nesta semana, o Banco do Brasil (BB) anunciou o fechamento de agências e o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, apesar de afirmar que o banco não seguirá o mesmo caminho, indicou fechar os pontos deficitários.

Coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Dionísio Siqueira, aponta que o objetivo primordial dos golpistas é reduzir o papel da Caixa, único banco ainda 100% público no país.

“Você começa a ver corte no Minha Casa Minha Vida, na oferta de crédito, o não aporte do governo para empréstimos. Aliado a isso, vemos notícia de que os juros do BB e da Caixa já são maiores do que o do mercado. Isso tudo é uma forma de restringir o acesso do público ao crédito e, além de dificultar a saída da crise, ainda descapitaliza o banco”, explicou.

O remédio final para isso, aponta Siqueira, é bem conhecido pelos brasileiros. “No final, como houve na Europa, é o sistema financeiro quem irá dar a solução, vai vir com um pacote de privatização dos bancos públicos, aumento de impostos e retirada de direitos, como já vemos.”

Em pedaços

De acordo com o dirigente, o plano de privatização de Temer tira das mãos do país até mesmo setores lucrativos, como a loteria.

“O plano de privatização posto pelo governo é feito em pedaços. A Caixa Seguridade já está na mira, já criaram uma empresa chamada Lotex para vender a parte da loteria, algo que lembra, inclusive, o projeto de mudança de nome da Petrobrás para Petrobrax, do Fernando Henrique Cardoso. E vendem a parte lucrativa, a loteria, que é instantânea e tem muito recurso”, falou.

Outro risco, alerta Dionísio Siqueira, é o banco abrir mão do Fundo de Garantia, vendendo a ideia de que aumentaria a rentabilidade se todos os bancos pudessem operar.

“Isso reduziria o controle e a segurança do fundo para os trabalhadores, além de enfraquecer o poderio da Caixa para fazer política de habitação e programas sociais. O banco tem crescido muito e só não avança mais por conta das políticas que o governo está implementando”, criticou.

Negociação – A Contraf (Confederação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro) discutirá essa questões em negociação marcada com a empresa para esta quinta (24) e sexta-feira (25). Também na pauta, as novas normas que cortaram funções, principalmente as operacionais, como de caixa, que afetam diretamente a população.

As reuniões acontecem paralelamente a mobilizações de organizações sindicais que também lançaram nessa quarta (23) a campanha “Se é público, é para todos” em defesa das estatais e dos investimentos em serviços públicos.

Custo da transferência

Para refrescar a memória de quem não viveu a privatização dos bancos públicos, o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf, Carlindo Dias de Oliveira,o Abelha, alerta para os impactos que a venda do patrimônio traz para o país.

“Ao trabalhador, fica a insegurança de permanecer ou não, há a perda de benefícios e, em pouco tempo, a junção das duas marcas resulta em enxugamento de pessoal. Se pegarmos a união do HSBC e do Bradesco, por exemplo, vamos ver que o primeiro tinha 19 mil trabalhadores e o segundo, 89 mil. Só que o Bradesco já caminha para ter o mesmo quadro de antes da fusão, porque o ramo aposta na rotatividade”, pontuou.

Uma rotatividade que ocorre com a demissão do trabalhador no topo da pirâmide para contratação com menor salário e menos benefícios. Esse cenário impacta diretamente na qualidade do serviço prestado ao público.

“Além disso, ao perder o caráter público, o banco deixa de ter como meta principal financiar o desenvolvimento, oferecer juros mais baixos, incentivar a produção agrícola, a habitação de menor custo, o desenvolvimento das empresas. E isso vem acompanhado de terceirização, os bancos privatizados passam a jogar o cliente que quer ir à boca do caixa, por exemplo, para bancos postais ou auto atendimento”, definiu.

7º Congresso Nacional da CNTSS/CUT acontece de 28 de novembro a 01 de dezembro na cidade de Atibaia (SP)

congresso
Cerca de 400 delegados vindos de todo o país devem eleger nova Direção e Conselho Fiscal para o próximo quadriênio observando paridade de gênero e aprovar Plano de Lutas da Confederação
Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social realiza de 28 de novembro a 1º de dezembro, na cidade de Atibaia, em São Paulo, seu 7º Congresso Nacional. A edição deste ano tem como eixo central para os trabalhos o tema “A Seguridade Social no atual cenário do Brasil”. Estão sendo esperados cerca de 400 participantes, na sua absoluta maioria delegados e delegadas vindos dos vários Estados representando os Sindicatos e Federações filiados, além de observadores e convidados. O Congresso acontece no Atibaia Residence Hotel, situado à Alameda Professor Lucas Nogueira Garcez, nº 4.746, Jardim Itapetininga, Atibaia – SP.

O “3º Encontro Nacional de Mulheres da Seguridade Social” precederá os trabalhos do 7º Congresso. O evento acontece na segunda-feira, 28/11, das 14h00 às 18h00, e será coordenado por Maria Aparecida Faria, secretária de Mulheres da CNTSS/CUT e secretária-geral adjunta da CUT Nacional. Participarão dos debates Carmem Foro, vice-presidenta da CUT Nacional; Junéia Batista, secretária Nacional de Mulheres da CUT; Ana Firmino, secretária de Mulheres da CUT/SP; Denise Motta Dau, secretária de Mulheres da Prefeitura de São Paulo; e Rosane Silva, vice-presidenta do Sindicato dos Sapateiros de Ivoti (RS), ex-secretária de Mulheres da CUT Nacional.

A abertura solene está marcada para acontecer às 20h30 deste mesmo dia. Os trabalhos serão coordenados por Sandro Alex de Oliveira Cezar, presidente da CNTSS/CUT. A mesa de abertura terá as participações de Vagner Freitas, presidente da CUT Nacional; Saulo Pedroso de Souza, prefeito de Atibaia; Madalena Margarete da Silva, representante da CUT no CNS – Conselho Nacional de Saúde; Denise Motta Dau, secretária de Mulheres da Prefeitura de São Paulo; Jocélio Drummond de Andrade, secretário Regional da ISP (Brasil) – Internacional de Serviços Públicos; Joe Simões, SEIU – Service Employees International Union.

A programação da terça-feira, 29/11, com início agendado às 9h00, prevê a realização de duas mesas no período da manhã. Serão realizados debates sobre “Análises das Conjunturas Nacional e Internacional” e o “Balanço Político da Gestão”. As atividades do período da tarde terão início às 14h00, com a realização da Conferência com o tema “A Seguridade Social no atual cenário do Brasil”. A programação do dia será encerrada às 17 horas, com a Assembleia Geral dos Trabalhadores da Seguridade Social, que deverá discutir e deliberar sobre as alterações Estatutárias da CNTSS/CUT.

Os trabalhos da quarta-feira, 30/11, terão início às 9h00 com a mesa de debates sobre “A Seguridade Social em foco: retrocessos e perspectivas de lutas perante o atual governo”, que se estenderá até às 12 horas. Neste momento serão destacados três eixos para a discussão: “Sistema Único de Saúde”, “Trabalho e Previdência Social” e “Política de Assistência Social”. No período da tarde, das 13h30 às 18h00, os delegados participarão de trabalhos em grupos para dialogarem sobre políticas gerais e especificas que deverão compor o Plano de Lutas.

O destaque do dia fica para a apresentação, a partir das 18h00, das Chapas que disputarão às eleições para a Direção e Conselho Fiscal da CNTSS/CUT. O pleito acontece até às 20h00, quando será dada posse aos eleitos. Duas novidades marcam as eleições deste ano. Em conformidade com os Estatutos da CUT Nacional, o pleito deste ano deve respeitar o critério de paridade entre gêneros e observar a extensão do mandato para quatro anos, ou seja, pelo período de 2016 a 2020.

O período da manhã da quinta-feira, 01/12, foi reservado para a Plenária final que deverá aprovar as deliberações e o Plano de Lutas da CNTSS/CUT para o próximo quadriênio, votação das moções e conclusão dos trabalhos do 7º Congresso Nacional da CNTSS/CUT. O retorno das delegações para seus Estados está previsto para acontecer a partir das 14h30.

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

Servidores do Ministério do Trabalho paralisam atividades por melhores condições de trabalho nesta sexta-feira

Os servidores do Ministério do Trabalho em Alagoas (SRTE-AL) paralisam suas atividades nesta sexta-feira (25) por melhores condições de trabalho. Eles reclamam que o prédio-sede da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego em Alagoas (SRTE-AL) não oferece as mínimas condições par ao trabalho, além de colocar em risco a saúde dos trabalhadores e do público em geral.

celio

Servidores podem voltar a optar por Geap como plano de saúde

geap
TCU cassou liminar que desde 2013 impedia o plano de autogestão a receber novos beneficiários

O Tribunal de Contas da União (TCU) cassou liminar que estava em vigor desde 2013 e impedia a Geap de receber novos beneficiários. Com isso, servidores federais que quiserem reativar ou contratar o plano de autogestão agora tem liberdade para fazer essa escolha. A Geap é o plano que hoje atende a maioria dos servidores federais e seus beneficiários. O que sustentava a proibição de novas adesões eram contratações feitas de forma direta com o Ministério do Planejamento. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi analisada e o Supremo Tribunal Federal (STF) concordou com a decisão do TCU de suspender novas adesões à Geap. Após ser dividida em duas e receber autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para operar planos de saúde, o TCU passou a garantir a validade dos contratos.

No acórdão publicado pelo tribunal na semana passada o relator, Raimundo Carreiro, destacou que “entidades de autogestão, por oferecerem serviços de saúde sem objetivo de lucro e a grupos restritos de beneficiários, não podem ser consideradas como inseridas no mercado”. A expectativa da Geap que atende cerca de 600 mil vidas é de que os pedidos de novas adesões aumentem após a decisão do TCU.

A decisão importante para servidores e segue insistindo na necessidade de debater e garantir o fortalecimento dos planos de autogestão no setor público. Vale lembrar que a entidade luta para que a Geap reveja aumento em suas mensalidades considerado abusivo. A entidade defende ainda que a contrapartida paga pelo governo, hoje de apenas uma média de 30%, também seja revista. Outra questão é que apesar de o servidor arcar com a maior parte da fatura do plano as decisões dos conselhos da Geap terminam ficando com representante indicado pelo governo.

O movimento sindical defende a sustentação e o fortalecimento desse modelo de autogestão que historicamente atende servidores e seus dependentes com os preços mais competitivos do mercado de planos de saúde. Faz-se urgente continuar discutindo a situação dos planos de autogestão e buscar soluções definitivas para melhorá-los. É importante assegurar o pagamento de valores justos e a segurança de assistência médica aos servidores e seus dependentes naturais; isso até que o SUS (Sistema Único de Saúde) possa assumir integralmente sua missão de suprir a demanda por saúde da população brasileira.

A melhor forma é o diálogo com o objetivo de debater estratégias e soluções para que o plano continue prestando serviços levando em conta a realidade financeira de seus principais assistidos. Garantir o debate para ampliar a representatividade dos trabalhadores nas decisões centrais de gestão desses planos também se faz urgente.

Confira aqui notícia publicada pelo Correio Braziliense sobre o tema.

Página 30 de 176« Primeira...1020...2829303132...405060...Última »