Servidores estaduais acampam à porta do Palácio República dos Palmares

Membros de sindicatos e trabalhadores rurais aguardam uma audiência com o governador e o presidente do TJ/AL

Servidores públicos estaduais montaram acampamento em frente ao Palácio República dos Palmares, na noite deste domingo, 1º de maio. Os funcionários do Estado, que protestaram durante todo o dia do trabalhador na orla marítima de Maceió, querem uma audiência com o governador Teotônio Vilela Filho e o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Sebastião Costa Filho, nesta segunda-feira (2).

Integrantes de vários sindicatos, como o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) e Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Saúde, Previdência, Assistência Social) e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev) e de quatro movimentos sociais, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestam contra o reajuste de 5,91% concedido pelo governador aos servidores do Estado e pela decretação de ilegalidade da greve por parte da Justiça.

“O tribunal tem concedido liminares instantâneas. Decisões que proíbem a greve. Isso acaba com o papel dos servidores”, disse o presidente da CUT, Izac Jacson. Sobre o porquê de se reunir com Teotônio Vilela e Sebastião Costa Filho, o presidente da CUT explicou que foi para convocar quem provoca e quem concede as liminares.

A presidente do Sinteal, Célia Capistrano afirmou que o propósito é garantir uma abertura de negociação e coibir qualquer tipo de perseguição contra qualquer categoria. Célia declarou também que Alagoas não é o primeiro estado a pagar o piso salarial para professores. “O primeiro estado não é, até alguns municípios como Belém, Campo Alegre e São Miguel dos Campos pagam melhor seus professores do que o estado”, disse a representante do Sinteal.

Após conseguir a audiência, os sindicatos partem para as pautas individuais. No caso do Sindpol, os policiais civis querem piso salarial equivalente a 60% piso dos delegados. O segundo vice-presidente, José Edeilto Gomes, elucidou que o apoio a CUT é referente à proposta do governo de tornar ilegal futuras greves. “O último instrumento que o trabalhador tem para negociar é a greve, tornar ilegal greves futuras é voltar à ditadura”, afirmou o representante do Sindpol.

Os quatro movimentos sociais não discutirão pautas específicas, segundo o coordenador da região da Mata da CPT, Jailson Tenório, cerca de 300 trabalhadores rurais dormirão à porta do Palácio do Governo em apoio às reivindicações das demais categorias.

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