Trabalhador na rua. Ciço, a culpa é sua

Servidores: ’Trabalhador na rua. Ciço, a culpa é sua!’

Funcionários da Educação e da Saúde foram às ruas protestar contra aumento de 5,91%

Gazetaweb

Centenas de servidores das áreas da Educação e da Saúde realizaram protesto, no final da manhã desta quinta-feira (17), contra o percentual de 5,91% que foi oferecido pela Prefeitura de Maceió aos funcionários públicos. Os trabalhadores alegaram que o valor ofertado pelo Município não satisfaz as necessidades das categorias e ameaçam entrar em greve a partir do dia 31 deste mês.

“Trabalhador na rua. Ciço, a culpa é sua!”. E foi com palavras de ordem que os manifestantes foram às ruas e percorreram quase todas as vias do Centro de Maceió, o que deixou o trânsito lento por mais de uma hora.

De acordo com a dirigente sindical Girlene Lázaro, que faz parte da cúpula do Sinteal – Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas -, os servidores da Educação e da Saúde não participaram de nenhuma mesa de negociação com representantes da Prefeitura de Maceió para discutir aumento salarial e, por esse motivo, as duas categorias decidiram, em assembleias realizads ainda no início da manhã de hoje, suspender as atividades temporariamente e pedir a abertura do diálogo.

“Antigamente o Município era um espaço democrático, onde debatíamos, até a exaustão, as reivindicações das categorias. Infelizmente essa realidade mudou e, quando menos esperávamos, o prefeito anunciou que o aumento salarial seria de 5,91%, sem, sequer, ouvir-nos. Já encaminhamos um ofício às secretarias competentes para que possamos ter uma reunião com o objetivo de discutir o assunto e estamos aguardando a resposta. Essa paralisação de hoje e de amanhã é uma advertência e, caso não avancemos, já temos o indicativo de greve para o próximo dia 31”, alertou a professora.

Segundo Girlene Lázaro, a paralisação desse final da semana vai acontecer nas duas áreas que protestaram hoje: Educação e Saúde.

Sinteal apela para o bom senso

A direção do Sinteal apelou, em gritos durante a passeata pelas ruas do Centro de Maceió, que a Prefeitura precisa voltar a trabalhar com bom senso. “Queremos a mesa aberta para as negociações como um espaço democrático. O prefeito e o secretário precisam ter bom senso, deixá-lo prevalecer e enteder que não participamos do processo onde ficou estabelecido esse percentual de reajuste de 5,91%. A paralisaçõ desses dois dias é um alerta para o que pode acontecer mais nos próximos dias”, disse Girlene Lázaro.

Em 28 de fevereiro último, a Prefeitura de Maceió fez uma reunião e discutiu, com alguns sindicatos, o percentual de aumento que seria dado aos servidores públicos neste no de de 2011. A conversa teria acontecido antes mesmo da ameaça de quaqulquer paralização por parte das categorias.

O encontro, que aconteceu na sede da Semarhp, teria contado com a presença de representantes do Município e do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana (Sindspref). O percentual de 5,91% foi calculado em cima da inflação acumulada no ano assado, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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