Arquivo do Autor: Antonio Pereira

Em visita às Unidades de Saúde, SINDPREV-AL encontra irregularidades no Benedito Bentes

Em suas visitas periódicas, diretores do SINDPREV-AL estiveram no Posto de Atendimento de Saúde, Hamilton Falcão, localizado no Benedito Bentes. No local foram verificadas diversas irregularidades e péssimas condições de trabalho para os trabalhadores da Saúde. Paredes com infiltrações, vidros quebrados e outros problemas puderam ser detectado pelos diretores do Sindicato.

Os diretores também visitaram a Unidade de Saúde, localizada no conjunto Henrique Equelman, no Tabuleiro do Martins.

SINDPREV-AL participa do Encontro Estadual da Marcha Mundial das Mulheres

Quatro diretoras do SINDPREV-AL participaram no sábado (14) do Encontro Estadual da Marcha Mundial das Mulheres. O evento aconteceu no Sindicato dos Rodoviários (SINTTRO-AL) e teve como pauta a conjuntura nacional, apresentação da Marcha para novas integrantes e a criação de uma agenda de luta.

Pelo SINPREV-AL participaram: Lucia Maria Santos, Andreia Malta, Cida Flores e Rose, do Núcleo Regional de São Miguel dos Campos.

22 anos do massacre de Eldorado Carajás: Movimentos sem-terra realizam ações em Maceió pelo fim da violência e da impunidade de ontem e hoje

O dia 17 de abril marca os 22 anos do maior crime contra trabalhadores rurais em luta pela terra, o Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no Pará, em 1996. Para relembrar o episódio e pedir o fim da violência, entre outras reivindicações, entre os dias 15 e 17, movimentos do campo vão fazer ações conjuntas na capital de Alagoas.
Os sem-terra, acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pelo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), pela Via do Trabalho e pelo Movimento de Luta pela Terra (MLT), chegam à Maceió por volta do meio dia de domingo, 15/4, e terão assembleia unitária à noite.
Na segunda-feira, 16/4, ao menos 70 camponeses vão doar sangue e, em seguida, haverá um ato público pelas ruas do Centro da cidade, com a participação de cerca de 3000 trabalhadores rurais. A mobilização visa resgatar a história, denunciar a impunidade e homenagear os camponeses assassinados, a exemplo de Oziel Alves, jovem de 17 anos, que foi executado de joelhos na frente de todos gritando: “viva a Reforma Agrária!”.
Uma celebração ecumênica em memória aos mártires da terra será realizada na terça-feira, 17/4, às 8h, na Praça Deodoro. Neste mesmo dia, os movimentos esperam ter audiências para discutir suas demandas.
No Massacre de Eldorado dos Carajás, 19 trabalhadores rurais sem-terra foram assassinados por mais de 150 policiais militares no sudeste do Pará. 10 foram executados à queima roupa, outros 9 foram mutilados até a morte e 2 faleceram em consequência dos ferimentos, totalizando 21 vítimas da matança. Os sem-terra seguiam numa marcha pacífica rumo à Belém, em busca do diálogo e negociação com o Governo do Pará, quando foram brutalmente atacados.
A jornada, em referência à tragédia, está conectada ao conjunto das lutas atuais dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. A mobilização desta semana acontece frente à um contexto de crise política no país, em que a democracia sofre duros golpes e a violência contra os ativistas se intensifica, tanto no campo, quanto na cidade.

Serviço:
Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária em Alagoas
Quando? De 15 a 17 de abril
Onde? Centro de Maceió
Quem? CPT, MLST, MST, MVT e MLT
Mais informações: http://cptalagoas.blogspot.com.br/
[18:11, 15/4/2018] +55 82 9329-5922: Hoje, dia 14 de abril, completa-se um mês do assassinato da vereadora Marielle Franco e uma semana da prisão política do ex-presidente Lula.

Não nos calarão!

Exigimos respostas!

Exigimos justiça!

Planos de Saúde e Governo Federal articulam fim do SUS!

Nesta terça-feira, 10, ocorreu em Brasília o “1º Fórum Brasil – Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde”, organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde (Febraplan), com participação do Ministério da Saúde, e diversos deputados e senadores.

 

Durante o evento, foi apresentada proposta de desmantelamento do Sistema Único de Saúde pela via do estrangulamento de seu financiamento. Para Espiridião Amin, ex-governador e atualmente deputado federal  (PP/SC), a justificativa estaria no fato do SUS, segundo suas próprias palavras, ser “um projeto comunista cristão“.

 

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Programação do evento, que reuniu empresários e parlamentares, que querem o fim do SUS público e universal (clique para ampliar)

 

 

A alternativa, defendida no seminário, seria construir um “Novo Sistema Nacional de Saúde“. Entre suas características, segundo apresentação feita por Alceni Guerra, ex-ministro da Saúde no governo Collor e ex-deputado federal pelo DEM, estaria a transferência de recursos do SUS para financiar a Atenção de Alta Complexidade nos planos privados de saúde. A meta, segundo ele, seria garantir que METADE DA POPULAÇÃO DEIXE DE SER SER ATENDIDA DE FORMA PÚBLICA, gratuita e universal e passe a ser atendida exclusivamente de forma privada, como mostram slides abaixo, apresentados no evento.

 

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Assim, de um lado, para os planos privados de saúde, haveria o reforço de um duplo financiamento: com recursos dos próprios usuários dos planos e com recursos do Estado. De outro, para o SUS, o subfinanciamento, com seus recursos sendo canalizados para empresários da saúde. Para garantir seus interesses, propuseram ainda que um Conselho Nacional de Saúde Suplementar passe a ter o mesmo poder do atual Conselho Nacional de Saúde, enfraquecendo a participação popular na formulação, acompanhamento e controle sobre a política pública.

 

Na prática, a proposta representa o desmoronamento completo do SUS e a negação da saúde como direito a ser acessado e exercido por todas(os)! A “ousadia” estaria na possibilidade de garantir condições para a apropriação privada do fundo público de modo a atender interesses empresariais e não a qualquer interesse público!

 

Em 2016, por meio de uma nota técnica, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), ao analisar a emenda constitucional que viria a congelar os investimentos públicos em políticas sociais por 20 anos, já alertava para a necessidade de ampliar o financiamento do SUS sob pena do provável aumento das iniquidades no acesso aos serviços de saúde e das dificuldades para a efetivação do direito à saúde no Brasil.

 

A proposta articulada pelos planos privados de saúde e pelo Governo Federal, apresentada nessa terça, 10, busca enterrar de vez qualquer possibilidade de funcionamento do Sistema, avançando a agenda de desmonte de políticas públicas e de retirada de direitos sociais. Mais uma vez, a questão que se coloca, nesse encruzilhada histórica, é qual sociedade queremos construir: voltada democraticamente para os cidadãos brasileiros e a luta pelos seus direitos ou para “vendida” para os setores rentistas, principalmente os bancos e empresas privadas, dentre elas as operadoras de saúde?

 

O SUS é uma conquista da sociedade brasileira e deve ser defendido! A Fenasps luta e sempre lutará em defesa da saúde pública, gratuita, universal e de qualidade.

É preciso barrar mais essa tentativa de retrocesso!

*Com informações de: Integra – Movimento por uma psicologia coletiva.

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