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Dirigentes do setor federal da CNTSS/CUT discutem organização das lutas em Plenária Ampliada realizada em Brasília

Encontro contou com ampla agenda de debates sobre organização e os desafios do setor federal; entre as pautas imediatas de luta está a mobilização para o “Dia do Basta”, em 10 de agosto
Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social reuniu nos dias 17 e 18 de julho, em Brasília, seus dirigentes nacionais representantes do setor público federal e lideranças destes sindicatos nos estados para uma reunião ampliada. Compareceram ao chamado da Confederação lideranças de Goiás/Tocantins, Alagoas, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e o Distrito Federal. Não participaram dirigentes sindicais de Sergipe e Maranhão (veja relatório da atividade em anexo).

 

A Direção Nacional da Confederação foi representada por seu presidente, Sandro Alex de Oliveira Cezar; secretária de Comunicação, Terezinha de Jesus Aguiar (Teca); secretário de Organização, Raimundo Cintra; secretário de Relações Internacionais, José Bonifácio do Monte (Boni); e pelos dirigentes Executivos, Maria Júlia Nogueira, Lúcia Maria dos Santos, Francisca Alves de Souza e Adão Pereira Alves. A última Plenária deste setor da Confederação foi realizada nos dias 17 e 18 de março, em Recife (PE).

 

A agenda de discussões do encontro de agora pautou-se sobre a conjuntura nacional e desdobramentos desta realidade nos desafios colocados aos sindicatos representativos do setor federal. Um olhar sobre a organização destas entidades dentro da estrutura da Confederação e com respeito às lutas dos trabalhadores deste segmento fez parte das prioridades do Encontro. Dialogar a respeito da construção coletiva das mobilizações em conjunto com outras entidades nacionais representativas dos servidores públicos federais também fez parte da proposta inicial dos organizadores.

 

O processo de análise de conjuntura foi feito com a colaboração do presidente da Confederação, Sandro Cezar, e da secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT – Central Única dos Trabalhadores, Maria Júlia Nogueira. O eixo central das apresentações focou as estratégias de mobilização em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora. Foi observado que o golpe de 2016 com seus duros desdobramentos e que a prisão sem crimes nem provas do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva colocam desafios enormes para a classe trabalhadores e os movimentos sociais.

 

Ampliar a organização e as mobilizações

 

A questão que se põe com grande ênfase consiste em ampliar a organização e as mobilizações. Neste sentido, foi destacada a agenda de lutas proposta pela CUT, demais Centrais Sindicais e os movimentos sociais para o mês de agosto, com destaque para as mobilizações do dia 10, considerado o “Dia do Basta”. Sandro Cezar destacou que a Confederação sempre respondeu ao chamado da CUT e que desta vez não será diferente. “Devemos preparar o dia 10 de agosto com ações contundentes, mobilizações, manifestações, paralisações nos locais de trabalho, assembleias, criação dos Comitês Populares, panfletagem, entre outros modos de mobilização. Este deve ser o nosso papel,” concluiu o presidente da CNTSS/CUT.

 

O processo inicial do encontro também contou com uma apresentação, por parte de Irineu Messias, sobre a situação atual da GEAP. Messias fez um painel demonstrando os retrocessos impostos a partir do golpe de 2016 e a luta realizada neste período pelos representantes dos trabalhadores para evitar a medidas abusivas de Temer, que inclui ações judiciais bloqueando os avanços antes conquistados e até um processo que foi movido contra ele pelo governo federal na 4ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, ora arquivado, podendo ser desarquivado a qualquer momento.

 

Esta ação golpista tem permitido aumentos sucessivos no Plano de Saúde neste período de 2016 a 2018 que chegam a 102%. O resultado desta ação perversa é a exclusão do servidor do Plano. A GEAP até 2016 representava 610 mil vidas e hoje, 2018, tem 450 mil. Os trabalhadores que conseguem se manter pagam um alto valor e muitos estão sendo acuados por enormes dívidas. Messias destaca que é muito difícil o trabalho dos conselheiros do CONAD e CONFINS – Conselho Fiscal a partir do golpe de 2016. Foi sugerido pelas lideranças presentes ao encontro a realização de um Seminário Nacional das Auto-Gestões e Entidades Nacionais, em Brasília, para o mês de agosto.

 

“A reunião ampliada é resultado da necessidade identificada pelos dirigentes nos estados, que mais uma vez reafirmam as defesas dos servidores e dos serviços públicos, das políticas públicas de Seguridade Social e do Estado brasileiro. Discussões importantes foram realizadas em torno da unidade de ações, inicialmente no campo da CUT, ampliando para os movimentos sociais e populares, junto às demais Centrais Sindicais, diante do desmonte sistemático que a classe trabalhadora vem sofrendo em virtude das medidas tomadas pelo governo do ilegítimo Michel Temer” destaca do relatório da reunião.

 

Finanças está entre os destaques

 

Temas importantes para a organização do setor federal da CNTSS/CUT e das suas lutas nos estados foram discutidos durante os dois dias de trabalho em que o encontro aconteceu. A questão financeira mereceu destaque e foi consenso que precisa ser enfrentada com vistas a fortalecer a agenda de lutas da Confederação. A otimização de informações para o setor de comunicação da CNTSS/CUT, plantões em Brasília, manutenção do Escritório Nacional da Confederação em Brasília, parceria com SINDPREV DF na área de cobertura jornalística também foram itens discutidos referentes a estruturação dos trabalhos.

 

Também fez parte da pauta as relações estabelecidas com a FENASPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social, FONASEF – Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais e FONACATE – Fórum Nacional das Carreiras Típicas. E, claro, o fortalecimento da unidade das entidades do campo cutista, como CONDSEF – Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, além de setores da FASUBRA – Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras e PROIFES – Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituição Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico e, por fim, com a classe trabalhadora.

 

Outros pontos específicos da pauta cotidiana foram avaliados pelos participantes, entre eles: perícias dos servidores do INSS, o SIASS – Subsistema de Atenção à Saúde do Servidor, Carreira do Seguro Social, reestruturação das Tabelas da Carreira da Seguridade Carreira da Seguridade Social – PST, Viva Previdência e o retorno da presidência do INSS sobre a pauta encaminhada pela Confederação. Outro ponto apresentado pelos organizadores do Encontro foi o relatório das deliberações da Plenária Nacional dos Servidores Federais da Confederação, que aconteceu em Recife (PE) de 17 e 18 de março deste ano. Foi destacado que 85% das deliberações foram encaminhadas.

Clique aqui e veja o relatório na íntegra:

 

Clique aqui e veja o resumo das deliberações aprovadas na reunião:

 

Clique aqui e veja a respota do INSS às demandas apresentadas pela CNTSS/CUT: 

 

 

 

 

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

Movimento Unificado, vereadores e secretários municipais de Maceió devem se reunir na quarta-feira (8) para tratar da greve

Um acordo com a maioria dos vereadores de Maceió e as lideranças do Movimento Unificado dos Trabalhadores da Prefeitura de Maceió fez com que fosse marcada uma reunião para a próxima quarta-feira (8) com as presenças dos secretários municipais envolvidos nas negociações com os servidores para tratar da greve das categorias.

O acordo foi possível por conta da forte pressão popular, quando centenas de trabalhadores ocuparam o plenário da Câmara de Maceió (que está funcionando provisoriamente na Associação Comercial, em Jaraguá), e solicitaram a suspensão da discussão e consequente votação da Mensagem 047 do prefeito Rui Palmeira (PSDB) publicada no Diário Oficial, anunciando o “reajuste de fome” de 3% (parcelados e fora do retroativo à data-base que é janeiro/2018). Esta ‘proposta’ da prefeitura foi rejeitada em assembleia unificada das categoria no dia 11 de julho. O Movimento Unificado reivindica 15,41% de aumento (relativos às perdas inflacionárias dos anos 2014, 2015, 2016 e 2017), retroativo ao mês da data-base, que é janeiro/2018

Na segunda-feira (06), uma comissão de vereadores se reunirá com o prefeito Rui Palmeira para pedir “sensibilidade” ao Chefe do Executivo em relação ao reajuste salarial defendido pelo Movimento Unificado.

A greve dos servidores e servidoras públicos em Maceió envolve cerca de 20 mil trabalhadores/as, e o Movimento Unificado está cumprindo à risca o que manda a Justiça, respeitando o percentual de 50% de servidores/as trabalhando.

Com informações do sinteal.org.br

Orientações sobre a greve unificada dos trabalhadores da Prefeitura de Maceió

Durante a GREVE, o SINDPREV-AL e o Movimento Unificado dos Servidores Municipais de Maceió orientam a manutenção de 50% dos serviços.

Você que é servidor público municipal de Maceió não pode ficar calado diante da mentira do prefeito Rui Palmeira (PSDB) de que não tem condições de conceder o seu reajuste salarial. Ele mente, pois já foi provado que a arrecadação da Prefeitura aumentou.
Infelizmente, o prefeito prefere gastar o dinheiro extra com propagandas enganosas nos meios de comunicação e mídia em geral.
Prefeito, queremos nosso merecido reajuste. Não vamos mais aceitar migalhas, nem as mentiras da atual administração.
Para conseguirmos essa vitória com salários dignos é preciso a união de todas as categorias, exigindo negociação Já!

No terceiro dia de GREVE, trabalhadores municipais de Maceió realizam ato em frente a SEMGE

Como forma de mobilização e pressão, centenas de trabalhadores municipais de Maceió estão desde as primeiras horas desta sexta-feira em frente ao prédio da Secretaria de Gestão (SEMGE) – Centro de Maceió – como forma de pressão junto aos gestores no sentido de retomar as negociações e encaminhar uma proposta de reajuste digno para o funcionalismo.

Os profissionais buscam um reajuste de 15,41% de reposição inflacionária. Porém, o Município sinalizou com apenas 3%, sem retroatividade.

Com o protesto, os servidores bloquearam parcialmente a entrada da Secretaria.

Antes do Ato de protesto foi servido um café da manhã para os manifestantes e também para o público em geral.

 

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