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Sindicalistas e movimentos populares pressionam parlamentares no Aeroporto Zumbi dos Palmares contra a Reforma da Previdência

Recepção aos parlamentares de Alagoas

Em sequência às manifestações que foram realizadas em todo o Estado de Alagoas nesta segunda-feira (19), dezenas de sindicalistas e integrantes dos movimentos sociais estiveram no Aeroporto Zumbi dos Palmares para pressionar os deputados e senadores de Alagoas contra a Reforma da Previdência.

Alguns parlamentares, como Ronaldo Lessa, Paulão e Cícero Almeida se posicionaram contra a Reforma de Temer e sua gangue. O senador Benedito de Lira (fiel defensor de Temer e de seu governo) foi hostilizado pelos manifestantes, sendo taxado de golpista e corrupto.

Recepção aos parlamentares de Alagoas

Recepção aos parlamentares de Alagoas

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Em mobilização permanente, SINDPREV-AL realiza ato de protesto na APS/INSS Ary Pitombo

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Dando continuidade ao trabalho de mobilização e pressão contra a famigerada Reforma da Previdência e alertando sobre os perigos para a democracia para a intervenção do Exército no Rio de Janeiro, diretores do SINDPREV-AL estiveram realizando um ato nesta segunda-feira (19) na Agência do INSS, Ary Pitombo, em Maceió.

No local foram distribuídos panfletos, bem como diretores discursaram sobre os riscos da Reforma da Previdência para os trabalhadores e também para o serviço público.

O Ato fez parte da mobilização em nível nacional, que contou com paralisações, fechamento de rodovias e passeatas em todo o país.

Diretores do SINDPREV-AL alertaram a população sobre os risco da Reforma da Previdência

Diretores do SINDPREV-AL alertaram a população sobre os risco da Reforma da Previdência

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SINDPREV-AL realiza atos de protesto nas APS do INSS de Maceió contra a Reforma da Previdência

Nesta segunda-feira, Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, diretores do SINDPREV-AL estão percorrendo as Agências do INSS de Maceió para alertar a população sobre os perigos da ações do governo ilegítimo do Sr. Michel Temer.

Desde cedo, diretores do Sindicato estão nas APS realizando atos públicos de protesto. Serão realizados atos nas APS Monte Máquinas, Ary Pitombo e Jatiúca. A partir das 16 horas, haverá uma grande manifestação popular no Centro de Maceió com participação dos vários sindicatos, movimentos populares, entre outros.

Nos planos do governo, a Reforma da Previdência já deveria ter sido aprovada desde o ano passado. O que o impediu de forçar a votação naquela época, e agora também, é o fato de não ter os votos necessários para garantir a vitória.

A luta para derrubar a Contrarreforma da Previdência levou à realização, em 28 de abril de 2017, da maior greve geral que este país já construiu. Mais de 45 milhões de trabalhadores cruzaram os braços e mandaram o recado ao governo Temer que não querem está Reforma que elimina direitos e destrói a Previdência Social.

Ato na APS Monte Máquinas

Ato na APS Monte Máquinas

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O ano de 2017 foi de demolição do orçamento público

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O ano de 2017 foi de demolição do orçamento público. O governo Temer fez 5 REFIS. Para quem não conhece, REFIS é a abreviação de refinanciamentos de dívidas tributarias com a União, que implicam no perdão que varia de 60% a 95% do saldo devedor:

1) REFIS dos municípios: implicou em perda para a Previdência estimada em R$ 30 bilhões;

2) SUPER-REFIS das empresas: perda para a Previdência de R$ 63,8 bilhões no período 2018-2020;

3) REFIS dos produtores rurais: R$ 5,4 bilhões que beneficiarão nove dos 100 maiores devedores da Previdência, dentre eles a JBS;

4) REFIS das petrolíferas, que perdoou a dívida do período de 1997 a 2014 de R$54 bilhões e;

5) Temer, adicionalmente, concedeu redução da base de cálculo de impostos e contribuições das empresas que participaram do leilão de outubro de 2017 do Pré-sal, implicando em perda de R$ 40 bilhões/ano ou R$ 1 trilhão nos próximos 25 anos, sem contar que decretou o fim da indústria naval, eliminação de milhares de postos de trabalho, acabou com a política de conteúdo local, estimulando importações em massa e redução dos impactos positivos da exploração do petróleo no PIB.

Os REFIS foram uma vitória devastadora do capital multinacional, do capital financeiro internacional e do agronegócio. Isso tudo não foi considerado um privilégio. O governo, no entanto, pretende combater os “privilégios” dos servidores públicos e, portanto, vai tentar passar, durante o Carnaval, o ajuste fiscal das contas …da Previdência… que o próprio governo DEMOLIU em 2017.

 

Todos esses números não incluem o impacto da reforma trabalhista sobre as receitas favoritas da Previdência. A reforma trabalhista, que trouxe a terceirizacao, a “Pjotização“, a transformação dos trabalhadores em horistas que serão remunerados por menos que 1 salário minimo.

 

*Texto escrito pela professora de Economia da UFRJ, Denise Lobato.

TODOS NAS RUAS DIA 19 CONTRA A REFORMA E A INTERVENÇÃO MILITAR NO RJ!

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Apesar dos analistas políticos darem como favas contadas a retirada da pauta o projeto de Reforma da Previdência, o governo trama colocar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 287/2016 em votação, se houver a mínima possibilidade de ser aprovada.

 

Ou seja, tudo indica que esta tramoia da intervenção militar e a saída pela tangente é uma resposta aos ataques sofridos pelo governo no magistral desfile de Paraíso do Tuiuti. Portanto, está correto manter e ampliar as atividades desta segunda-feira, 19 de fevereiro. Todos nas ruas para aumentar a pressão sobre o governo!

 

CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! CONTRA A INTERVENÇÃO E A REPRESSÃO!

 

Saiba mais sobre a intervenção militar no RJ no artigo abaixo:

 

A INTERVENÇÃO NO RIO NÃO É UM AI-5 REDIVIVO

Posso estar muito enganado, mas não.me parece que a intervenção do exército na área de segurança do Rio seja uma demonstração de força. Ao contrário, deixa nuas as fissuras na cúpula da coalizão golpista.

 

O primeiro efeito é um petardo no próprio governo: acaba a reforma da Previdência. Não é qualquer coisa. Sem ela, o centro da política econômica – o orçamento de aumento zero – vai para o vinagre.

 

Ao contrário de 1964, o exército não é protagonista. É bucha de canhão para a lambança do PMDB e da Igreja Universal em placas cariocas. Ou seja, dois agentes do golpe foram a pique.

 

Não há estratégia militar alguma, a não ser obedecer ao imperativo da Globo. Como lembra meu amigo Antonio Martins, pode-se estar tentando introduzir um tema lateral – mas de grande apelo popular – nas eleições de outubro, a segurança pública. Aqui não vale a pena subestimar as coisas. Seria o terceiro bode na sala visando construir pretextos para recuos democráticos. O primeiro foi a corrupção e o segundo a moralidade nos costumes (‘ideologia de gênero’, fechamento de museus etc.).

 

O desfile da Tuiuti mostrou algo que deve preocupar a direita: a narrativa essencial, a da dominação secular aberta – escravidão/golpe/reformas – é plenamente compreensível por milhões de pessoas. Isso precisa ser evitado, com uso pesado dia meios de comunicação para se mudar de assunto.

 

A direita tem problemas sérios para se viabilizar nas urnas. Luciano Huck desistiu e FHC – com toda sua ilustração e sapiência – vê em Flávio Rocha, o escravocrata dono da Riachuelo, o novo Príncipe. Só não é anedota porque há coisas melhores para se gargalhar.

 

Propagar o pânico, de que este seria um novo AI-5 ou a antessala de uma ditadura é algo prematuro e irresponsável de se fazer.

O centro da conjuntura continua sendo o agravamento da crise e a perseguição a Lula.

O que houve no Rio é grave. Mas não é o fim do mundo. Ainda.

* Artigo escrito por Gilberto Maringoni e disponível neste blog.

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