FI-FGTS ampliará investimentos em infraestrutura em 2013

Após mais de R$ 4,4 bilhões investidos em 2012 o FI-FGTS pretende ampliar o volume de investimentos em infraestrutura neste ano

14/02/2013

O FI-FGTS é um dos maiores fundos de investimento em infraestrutura do mundo, tendo fechado 2012 com mais de R$ 22,4 bilhões investidos. De acordo com Jacy Afonso, secretário de Organização da CUT e presidente do Comitê de Investimento do FI-FGTS para o exercício 2013 e representante da sociedade civil, somente em 2012 foram 8 novos investimentos, que representaram um volume total de R$ 4,4 bilhões distribuídos entre os setores de energia, portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. As perspectivas de investimento para 2013 são favoráveis, o fundo conta com mais de R$ 9 bilhões disponíveis para novos investimentos.

O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FI-FGTS, foi criado para ampliar o escopo e as formas de aplicação dos recursos do FGTS, que passaram a ser realizadas, também, em empreendimentos dos setores de energia, rodovia, ferrovia, porto e saneamento por meio de instrumentos do mercado financeiro. O volume e a natureza dos investimentos o tornam agente fundamental para o desenvolvimento sustentado da economia brasileira.

Na visão de Jacy Afonso, o panorama para o setor de infraestrutura em 2013 está em linha com o cenário do setor em 2012, onde a taxa de juros real atingiu mínima histórica impulsionando a emissão de títulos de dívida privada pelas companhias de infraestrutura, o governo tem realizado iniciativas para criar alternativas para o financiamento de longo prazo, a economia aponta sinais de retomada da trajetória de crescimento e, por fim, vultosos investimentos em infraestrutura estão previstos, como os anunciados pelo Programa de Investimentos em Logística, o que deve impulsionar novos desembolsos do FI-FGTS.

O FI-FGTS está atualmente analisando mais de 20 operações, nos mais diversos setores, sendo que em estágio avançado representam aproximadamente R$ 5 bilhões em novos investimentos.

Jacy destaca ainda que o FI-FGTS se posicionará como importante agente financeiro para apoiar os vencedores dos leilões no âmbito do Programa de Investimentos em Logística – PIL. Lembrando que o programa prevê investimentos de R$ 133 bilhões nas novas concessões de Rodovias e Ferrovias ao longo do período de concessão.

Na visão de Jacy Afonso, o FI-FGTS tem condições competitivas que podem complementar com outras fontes de financiamento e agregar valor aos relevantes projetos que serão leiloados. Para o presidente do comitê, além dos 32 projetos já em análise, os projetos do PIL já estão no foco de análise dos membros do comitê para 2013.

O FI-FGTS enxerga os leilões das novas concessões de rodovias e ferrovias que aconteceram em 2013, como uma excelente oportunidade de diversificar as aplicações do fundo, e estará aberto às negociações com os vencedores dessas licitações de forma a avaliar as diversas possibilidades de participação nos projetos, tanto com financiamento, quanto com participação acionária.

“Lembro que o FI-FGTS analisará sempre, além da viabilidade econômico-financeira de cada um dos projetos, a sua relevância estratégica para o país, o nível de geração de empregos e impactos sócio-ambientais. Este é um dos pilares mais relevantes da análise do Comitê e temos como objetivo entender e discutir os impactos de cada projeto. Assim, é esperado que um projeto estruturante tal como estes rodovias que serão concedidas por meio do Programa de Concessões tem que prever diversas externalidades positivas, transformando os projetos em agentes de mudança na comunidade, não apenas por meio da criação de novos empregos, mas efetivamente gerando melhorias perceptíveis nas condições de vida da população, direta ou indiretamente, impactada pelos projetos”, pondera Jacy Afonso, logo antes de concluir que: “Esta visão de Longo Prazo, em conjunto a diligência realizada antes de cada investimento, fazem com que os recursos do FI-FGTS, além de ofertarem rentabilidade atraente ao FGTS, se convertam em obras que geram milhares de empregos e que contribuem significativamente para que grandes obras estruturantes de infraestrutura, imprescindíveis ao desenvolvimento do País, sejam implementadas.“

Matéria retirada d0 site CUT

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