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Depois da terceirização virá PDV no serviço público?

Por LAUREZ CERQUEIRA

Depois da aprovação do projeto de lei da terceirização poderá vir demissão em massa de concursados de carreira com estabilidade. E não vai demorar.

Já se fala isso abertamente no governo. A ordem é privatizar, e o mais rápido possível.

Parece que os servidores públicos andam alheios a isso e ainda não entenderam. Não devem ter lido o projeto do governo que o presidente da Câmara Rodrigo Maia colocou em pauta para ser votado.

Em seguida Temer certamente vai mandar ao Congresso projeto de lei que cria Programa de Demissão Voluntária (PDV) em todo o serviço público.

Observe que a primeira medida de Temer foi aprovar o congelamento de investimentos públicos por 20 anos. Estados e municípios, endividados, sem condições de investir e sem ajuda do governo federal podem justificar demissões e terceirizações.

O congelamento de investimentos foi pensado para abrir espaço para empresas privadas explorarem a prestação de serviços públicos em todos os setores.

Eles querem que o setor público contrate empresas de prestação de serviços, compre no mercado consultorias de escritórios de advogados, de engenharia, do que quiserem.

Agora imaginem o preço que o erário vai pagar para essas arapucas e a qualidade do serviço que vão prestar.

A terceirização, o fim da previdência pública e a reforma das leis trabalhistas fazem parte do pacote do programa de governo neoliberal do candidato do PSDB, Aécio Neves, derrotado nas eleições de 2014. Como não conseguiram aprovação nas urnas, deram o golpe.

Esse é o programa do golpe. Neoliberalismo é Estado mínimo.

  • Laurez Cerqueira é autor, entre outros trabalhos, de Florestan Fernandes – vida e obra; Florestan Fernandes – um mestre radical; e O Outro Lado do Real

Manifestações em todos os estados! Veja os números.

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Paralisações em todo o país são resposta aos ataques de Temer e seus golpistas sobre direitos dos trabalhadores

Chegou o dia! Trabalhadores e trabalhadoras de todo o país realizam neste 15/03 o Dia Nacional de Luta Contra as Reformas Previdenciária e Trabalhista. Greves, paralisações e manifestações as mais diversas mostram o repúdio da sociedade brasileira às falsas reformas da Previdência e trabalhista, Por isso estamos nas ruas.

A CUT, as demais centrais sindicais do país, movimentos sociais do campo e da cidade e cidadãos e cidadãs indignadas com o ataque a direitos sociais promoverão paralisações para dizer não à Reforma da Previdência e à Reforma Trabalhista, junto com outros projetos em tramitação no Congresso Nacional, como o PL que libera a terceirização, que rasgam a CLT e a Constituição.

O aumento da idade mínima para 65 anos e a definição de tempo de contribuição em 49 anos para receber o benefício integral da aposentadoria são propostas vergonhosas da Reforma da Previdência, e atingem principalmente os que mais precisam, aqueles que começam a trabalhar antes e em piores condições.

Também não aceitaremos as mudanças nas regras da aposentadoria de trabalhadores rurais e dos professores, medidas  injustas que aprofundarão a profunda desigualdade social já existente no país.

O povo também irá às ruas para dizer que não aceitará mudanças na legislação que vão transformar o atual contrato de trabalho em “contrato de bico”, inseguro, intermitente, precário e mal remunerado.

Não aceitará a terceirização da atividade fim que, além de rebaixar salários e piorar as condições de trabalho, dificultará a representação dos trabalhadores pelos sindicatos. Repudiamos, da mesma forma, a criação de uma falsa representação dos trabalhadores no local do trabalho, comandada pelos patrões e sem qualquer  influência do sindicato,  para negociar direitos, trocando direitos consagrados em lei por acordos espúrios.

Por isso, convocamos você a ir às ruas contra as medidas que beneficiam apenas os empresários financiadores do golpe.

Saiba onde haverá mobilização e integre você também a resistência contra os ataques a seus direitos.

MANIFESTAÇÕES NOS ESTADOS

ACRE
Rio Branco
8h – Ato com concentração no Palácio Rio Branco reúne 7 mil manifestantes. Paralisação dos vigilantes, Correios, Educação, Saúde e Polícia Civil.
Tarauacá
14h – Ato contra a Reforma da Previdência reúne mais de 2 mil pessoas.

ALAGOAS
Maceió

9h – Ato na Praça dos Martírios tem 8 mil presentes.
Arapiraca
9h – Ato na Praça Luiz Pereira Lima.

AMAPÁ
Macapá

15h – Ato em frente à Companhia de Água e Esgoto do Amapá em protesto contra a privatização das empresas públicas. Em seguida, caminhada até a Praça Veiga Cabral, no Centro da Capital, onde será realizado o Ato Unificado Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista.
AMAZONAS
Manaus

15h – Concentração na praça do Congresso com passeata até a Avenida 7 de Setembro, no Centro.

BAHIA
Salvador

10h – Manifestação na Av. Iguatemi reúne 10 mil pessoas, segundo a Frente Brasil Popular.
15h – Passeata no Campo Grande
Feira de Santana
14h – Cerca de 5 mil pessoas participam da manifestação
Juazeiro da Bahia
10h – Manifestação reúne 300 pessoas
Macaúbas
14h – População vai às ruas protestar contra reformas

CEARÁ
Fortaleza

9h – Passeata no Centro da cidade, saindo da Praça da Bandeira, reúne 50 mil pessoas.

DISTRITO FEDERAL
Brasília

8h – Ato Público na frente da Catedral – Esplanada dos Ministérios
10h – Marcha da CONTAG engrossa manifestação, que reúne 20 mil pessoas, fecha via da Esplanada do Ministério e ocupa prédio do Ministério da Fazenda

ESPÍRITO SANTO
Vitória

7h – Concentração na Praça de Goiabeiras seguida de caminhada até o aeroporto.
10h – Manifestação no Centro da cidade reúne 6 mil manifestantes.

GOIÁS
Goiânia

6h – Carteiros aderem à paralisação
9h – Educadores das redes estadual e municipal de ensino promovem paralisação e ato público em frente a Assembleia Legislativa, de onde saem em passeata e se reúnem às 10h na Praça Cívica para manifestação unificada com outras categorias, somando cerca de 25 mil manifestantes, segundo os organizadores.
Rio Verde
10h – Ato contra Reforma da Previdência reúne 300 manifestantes

MARANHÃO
São Luis

7h30 – Concentração das Centrais, juntamente com os sindicatos do setor da Educação e de outras categorias, na Praça Deodoro.
10h – Ato em frente ao prédio do INSS, no Parque Bom Menino, reúne mais de 2 mil manifestantes, mesmo sob chuva.

MATO GROSSO
Cuiabá

15h – Ato Publico na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá. Paralisação: Educação, Servidores Federais e a Rede Municipal do Estado. Bancários fazem atos nas principais agencias

MATO GROSSO DO SUL
Campo Grande

6h – Inicia a paralisação no tansporte público.
8h – Ato Público ocorre na Praça Ary Coelho. Passeata, ao final do ato, reúne mais de 20 mil pessoas. Professores estaduais e funcionários dos Correios permanecem em greve por tempo indeterminado.
11h – Sindicalistas acampam em frente à portaria do condomínio onde mora o deputado federal Carlos Marun (PMDB), presidente da Comissão da Reforma da Presidência.
Caarapó
10h – Passeata e Panfletagem na Praça Central
Dourados
8h – Ato Público na Praça Antônio João e passeata.
Terenos
8h – Ato na Praça da Demétria
Outros municípios com mobilizações confirmadas: Caracol, Figueirão, Glória de Dourados, Inocência, Pedro Gomes, Ponta Porã, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Três Lagoas e Vicentina.

MINAS GERAIS
Belo Horizonte

0h – Começa paralisação de 24h dos metroviários
7h30 – Concentração na Praça Deodoro, no centro histórico de São Luis.Caminhada unitária (CUT, Força, CTB. NCST, Conlutas) até a sede do INSS no Parque Bom Menino.
8h – Grupo de indígenas interrompe tráfego na Estrada de Ferro, colocando tronscos de árvores sobre linha férrea.
10h – Ato na Praça da Estação, Paralisação dos metroviários e da Educação
15h – Manifestação reúne 150 mil pessoas no Centro da Capital. Professores iniciaram greve por tempo indeterminado. Servidores municipais, petroleiros, metalúrgicos e metroviários aderiram à paralisação.
Betim
6h – Iniciada paralisação na Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobrás
Contagem
4h – Metalúrgicos aderem à paralisação
Divinópolis
9h – Ato dos professores
Governador Valadares
6h – Professores realizam ato na Praça dos Pioneiros
Juiz de Fora
7h – Sob a liderança do Sindicato dos Metalúrgicos local, trabalhadores paralisam linha de produção na Mercedes-Benz.
Mariana
9h – Manifestação de professores reúne 2 mil pessoas
Montes Claros
9h – Concentração na Praça da Estação da cidade
Ouro Preto
10h – Passeata reúne 3 mil manifestantes
Passos
9h – Ato dos professores
São João Del Rei
9h – Ato dos professores
Teofilo Otoni
9h – Ato na Câmara Municipal
Uberaba
9h – Ato dos professores reúne 2 mil manifestantes
Uberlandia
16h – Ato público na Praça Ismene Mendes (antiga Tubal Vilela)
Unaí
9h – Ato na Câmara Municipal
Varginha
9h – Ato público dos professores em greve

PARÁ
Belém

9h – Ato Público na Praça da República reúne 5 mil pessoas. Paralisação dos Correios. Manifestações dos bancários ocorrem nas maiores agências. Acampamento é realizado no Aeroporto
Canaã dos Carajás / Parauapebas
7h – Manifestantes fecham rodovia PA-160

PARAÍBA
João Pessoa

14h – Ato em frente ao escritório do Ministério da Previdência com passeata pelo Centro

PARANÁ
Curitiba

0h – Tem início a greve dos transportes na cidade.
10h – Passeata reúne mais de 60 mil pessoas nas esquinas das ruas Marechal Floriano e Marechal Deodoro. Várias categorias aderiram às paralisações: Educação, Servidores Federais e Municipais de Curitiba.
Araucária
Paralisação na Petrpbrás e manifestação dos petroleiros
Iguaçú
Ato político tem mil pessoas presentes
Londrina
0h – Paralisação de motoristas e cobradores
10h – Passeata reúne 8 mil pessoas
Maringá
8h – Concentração no Terminal Rodoviário, com paralisação dos ônibus até às 11h
9h – Ato unificado, com 5 mil participantes, ocorre na Rua XV de Novembro, em frente ao INSS.
São Mateus do Sul
6h – Sindicato dos petroleiros lidera paralisação de atividades na Usina do Xisto da Petrobrás.
São José dos Pinhais
0h – Paralisação dos servidores municipais liderados pela Confetam/CUT

PERNAMBUCO
Recife

9h – Ato político da Educação com demais categorias, na praça Oswaldo Cruz, deu início a uma passeata que reuniu cerca de 40 mil manifestantes.
Petrolina
10h – Manifestação reúne 10 mil participantes
Caruaru
14h – Protesto reúne 2 mil manifestantes

PIAUÍ
Terezina

9h – Ato Público em frente à Assembleia, seguido de Audiência Pública que discutirá as Reformas da Previdência

RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro

16h – Marcha das centrais sindicais e dos movimentos sociais. Concentração na Candelária, Fazem greve ou paralisação no dia de hoje o SINPRO Rio, SINTUFRJ, SISEJUFE, SINDSCOPPE, SINTSAUDE e SEPE (greve de 24h na rede estadual e nas redes municipais), A Saúde estadual já estava em greve.
Campos dos Goytacazes
6h  – Manifestação de petroleiros e movimentos sociais fechou o aeroporto e a estrada de acesso ao local
10h – Ato na Praça São Salvador
São João da Barra
7h –  Fechada a BR 356
Volta Redonda
10h – Concentração em frente à agência do INSS de Volta Redonda,  Av. Getúlio Vargas, 403

RIO GRANDE DO NORTE
Natal

14h – Após o Ato realizado na Praça Gentil Ferreira, caminhada até a Praça Kennedy reune mais de 10 mil pessoas
16h – Manifestação na Cidade Alta
Mossoró
10h – Mulheres do MST, Marcha Mundial de Mulheres, CUT e Frante Brasil Popular realizam passeata

RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre

17h – Ato Publico na Esquina Democrática – Caminhada até o Largo do Zumbi dos Palmares. Também acontecem atos, assembleias ou caminhadas conta a reforma nas seguintes cidades: Erechin, Passo Fundo, Carazinho, Ijuí, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, São Leopoldo, Canoas, Cruz Alta, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Santa Rosa, Taquara, Torres, Gravataí, Serafina Correa, Dois Irmãos.
Cachoeirinha
15h – Mais de 4 mil pessoas aderiram à passeata de protesto
Canguçu
11h – Cerca de 3 mil pessoas fecharam o Centro da cidade
Canoas
10h – Protesto reúne 4 mil participantes
Caxias
10h – Passeata percorre Centro da cidade, com 4 mil particiantes
Novo Hamburgo
15h – Mais de 5 mil pessoas participam de caminhada no Centro
São Lourenço
16h – Agricultores familiares fazem manifestação no Centro da Cidade

RONDÔNIA
Porto Velho

9h – Manifestação na Praça Estrada de Ferro Madeira Mamoré reuniu cerca de 5 mil pessoas. Simultaneamente, ocorrem manifestações em 51 cidades do estado, com fechamento das principais agencias do INSS.

RORAIMA
Boa Vista

8h – Ato Público na Praça do Centro Cívico reúne mais de 2 mil manifestantes

SANTA CATARINA
Florianópolis

16h – Ato na Praça Miramar. Paralisação de servidores municipais. O Sintraturb que é o sindicato que representa motoristas, cobradores e demais funcionários do transporte coletivo de Florianópolis decidiu que vai paralisar as atividades dos ônibus nesta quarta-feira, 15 de março de 2017, a partir das 16h
Blumenau
16h – Praça Victor Konde
Paralisações de Professores estaduais – Sinte e Servidores estaduais – Sintespe
Brusque
16h – Praça Gilberto Colzani
Caçador
14h – Ato em frente ao INSS
Chapecó
9h – Manifestação na Praça Coronel Bertaso reúne mais de 2 mil pessoas.
Itajaí
10h – Praça da Matriz
Jaraguá do Sul
7h20 – Praça Angelo Piazera
Joinville
14h – Praça da Bandeira, Paralisação de servidores municipais
Palhoça
8h – Paralisação de servidores municipais
Pinhalzinho
8h – Paralisação de servidores municipais
São Miguel do Oeste
9h30 –  Passeata reuniu mais de 2 mil manifestantes
Tubarão
8h – Servidores municipais aderem à paralisação.
14h – Manifestantes realizam passeata com mais de 2 mil pessoas.
Xanxerê
13h30 – em frente ao antigo Terminal Rodoviário

SÃO PAULO
0h – Paralização de metroviários e motoristas de ônibus prosegue durante a manhã. Durante a tarde, metrô recupera parcialmente suas atividades.
7h – Maior parte das redes municipal e estadual de Educação adere à paralisação
10h – Paralisação das agências bancárias na Av. Paulista.
14h – Assembleia Apeoesp, na Praça da República, com caminhada até o MASP
14h – Assembleia Simpeem, em frente à Prefeitura de São Paulo, com caminhada até o MASP
14h – Paralisação do Quarteirão da Saúde, concentralção em frente ao Metrô Clínicas, com caminhada até o MASP
14h – Paralisação dos estudantes e professores de Direito da Faculdade do Largo São Francisco com caminhada até o MASP
18h – Grande ato com os movimentos sociais na Av. Paulista, em frente ao MASP, reúne 250 mil manifestantes
16h20 –  Arrastão dos Blocos – concentração na Praça do Ciclista até o MASP
Americana
16h – Ato na Praça Comendador Muller
Araraquara
17h30 – Mais de 500 pessoas participam do ato contra a Reforma da Previdência. Sindicalistas, professores, advogados e trabalhadores de várias categorias se unem no ato que saiu da Praça de Santa Cruz, no Centro de Araraquara e percorre várias ruas do comércio, há mais de uma hora.
Bauru
10h – Ato reúne mil participantes
Campinas
10h – Mobilização reúne 3 mil participantes
17h – Ato Público em frente a Catedral Metropolitana.
Itanhaém
Protesto conta com 100 participantes
Guarulhos
0h – Paralisação dos ônibus municipais e intermunicipais da meia-noite às 8h.
Marília
16h – Ato na Galeria Atenas (ilha)
Matão 
10h – Ato em frente ao INSS
19h – Audiência Pública sobre a reforma da Previdência
Osasco
0h – Paralisações de motoristas de ônibus, professores, bancários, comerciários e metalúrgicos.
10h – Concentração Praça Antonio Menck, passeata pelo Centro
13h – Caravana para manifestação na Avenida Paulista
Piracicaba
9h – Ato público em frente ao Poupatempo
Presidente Prudente e região
9h – Praça 9 de Julho, em frente à Chik’s Center
Ribeirão Preto
Ato Público em frente ao Teatro Pedro II
São Bernardo do Campo
8h – Passeata e ato contra a Reforma da Previdência, saindo do pátio principal da Volkswagen no Km 23,5 da Rodovia Anchieta. Caminhada interrompe trânsito na rodovia e segue até a sede do INSS, no Centro.
10h – Bancos não abrem, funcionários aderem à mobilização.
Salto de Pirapora
0h – Motoristas de ônibus paralisam transporte no município
Santos
11h – Passeata para o Centro da cidade
São José dos Campos
10h – 600 servidores municipais paralisam atividades e realizam caminhada
São José do Rio Preto
15h – Ato em frente ao Terminal Rodoviário
São Sebastião
6h – Paralisadas as atividades do Porto de São Sebastião
Sorocaba
0h – Motoristas de ônibus paralisam transporte na cidade e na região
7h – Ato na Praça Coronel Fernando Prestes

SERGIPE
Aracaju

15h – Ato Público na Praça General Valadão

TOCANTINS
Palmas

8h – Ato de rua conta com 2,5 mil participantes, na Rotatória do Colégio São Francisco

DECLARAÇÃO DA Marcha Mundial das Mulheres INTERNACIONAL 8 DE MARÇO 2017

marcha
Queridas companheiras, amigas, ativistas e lutadoras,

Nós, mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, unimos nossas vozes para homenagear as lutas históricas e cheias de vigor das mulheres e dos movimentos feministas de todo o mundo.

Denunciamos o contexto político mundial, marcado pela crescente tomada de governos por parte de partidos de direita, que expressam ódio, racismo, misoginia, intolerância e demais formas de discriminação. Também enfrentamos a radicalização e o aprofundamento da violência militarista usada para controlar nossos territórios: corpos, mente, terra, água, bosques, conhecimento e inclusive nosso passado histórico, nosso presente e futuro retidos dentro do paradigma do patriarcado, do capitalismo neoliberal e do neocolonialismo. Ao mesmo tempo, o discurso do desenvolvimento perde sentido quando as elites políticas acumulam uma riqueza baseada na corrupção e impunidade, e quando as frágeis instituições nunca se dirigem aos povos.
As injustiças climáticas também aumentam em todas as regiões, destruindo formas de subsistência e provocando mortes, sobretudo em comunidades pobres. Os Estados-nação não pretendem avançar em seus compromissos com a justiça climática e seguem propondo falsas soluções.
Convocamos o mundo a constranger o presidente dos Estados Unidos pelo retrocesso de seu rechaço do programa de ação para o clima. Igualmente, seu discurso de “Estados Unidos primeiro” concede mais poder às empresas estado-unidenses para que sigam contaminando, despejando comunidades locais e explorando mão de obra por todo o mundo, continuando o que foi feito em séculos de escravidão. Como bem sabemos, as mulheres do sul, as migrantes, as mulheres negras, indígenas e as que representam uma minoria sexual pagam, com seus próprios corpos e com seu trabalho, o preço do crescimento econômico, sem nenhuma recompensa.
Neste contexto, as mulheres do norte e do sul enfrentam, hoje em dia, uma grande agressão contra seus direitos, que repercute na crescente violência em forma de feminicídio, migração forçada (que desemboca na exploração de mulheres), traumas e morte.
Estas razões são suficientes para nos solidarizarmos com nossas companheiras e com todas as mulheres que lutam.

• Em toda a África, as mulheres resistem a numerosas formas de violência neocolonial perpetradas por companhias transnacionais do setor extrativista e da agroindústria, que invadem as comunidades, destroem seus meios de sustento e aprofundam a pobreza. Diante dessas realidades, as mulheres e meninas sofrem violações, matrimônios forçados e gravidez precoce, o que limita seu acesso à educação e as distancia de uma vida digna.

• No Mundo Árabe e no Oriente Médio, as mulheres resistem aos grupos fundamentalistas que praticam o terror nas comunidades e expõem as mulheres a numerosas formas de violência e brutalidade, incluindo a escravidão. As mulheres estão respondendo com mecanismos de autodeterminação e autodefesa.

• Nas Américas, a esquerda está sendo substituída por governos de extrema direita que estão destruindo importantes transformações construídas por várias décadas. Voltam à tona as agendas neoliberais, que servem aos interesses capitalistas. As mulheres resistem defendendo os direitos fundamentais e os direitos da natureza e dos bens comuns. Em consequência, enfrentam a criminalização de suas lutas, além de mutilações e assassinatos.

• Ásia sofre historicamente com os efeitos do colonialismo e do neoliberalismo. Na atualidade, enquanto a pobreza aumenta e as multinacionais intensificam o controle territorial, com a proteção das políticas neoliberais globais, as mulheres estão muito mais expostas à exploração de seu trabalho, a violência sexual e ao tráfico de mulheres e meninas.

• Na Europa, em distintas regiões, as mulheres estão se opondo ao retrocesso sobre o direito ao aborto, retrocesso este imposto por forças cada vez mais fundamentalistas, que possuem o controle dos processos de tomada de decisões nos Estados. Essas forças estão utilizando as medidas de austeridade e a seguridade para justificar o renascimento de um nacionalismo radical que provoca intolerância com migrantes e outras minorias.
Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, apoiamos a proposta de uma Paralisação Internacional de Mulheres, porque acreditamos na necessidade de construir e reforçar nosso movimento internacional feminista como motor de solidariedade internacional de mulheres. Valorizamos a autogestão das mulheres em seus contextos de luta locais, nacionais e regionais. Nos unimos como mulheres globais, com a mesma voz que entoamos em nosso X Encontro Internacional “Mulheres em Resistência, construindo alternativas para um mundo melhor” porque, como afirmamos, nosso movimento é nossa alternativa. Acreditamos que, ao unir esforços com outros movimentos de mulheres ativos neste chamado, reforçaremos a luta em torno de preocupações comuns e cobraremos mais esperanças!
Além disso, seguimos destacando as Ações Globais que planejamos durante nosso X Encontro Internacional, como:
• 24 de abril, – “Rana Plaza está em todos os lados!” – Dia Internacional no calendário da MMM, quando pautamos a economia das mulheres (tendências econômicas mundiais): o mundo do trabalho, a autonomia econômica das mulheres etc.

• 3 de junho – Ação Global – 24 horas de Ação Global sobre Paz e Migração.

• Apoiamos os chamados às ações organizadas em contexto regional para abordar preocupações regionais.

SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
Março 2017

SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS EM MOBILIZAÇÃO PARA PARALISAR ATIVIDADES NO DIA 15 DE MARÇO!

greve

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Servidores Públicos Federais de todo o país intensificam mobilização para paralisar as atividades no dia 15 de março, na luta para barrar a Contrarreforma da Previdência Social (PEC 287).

Os trabalhadores do Seguro Social (INSS), da Seguridade Social (carreira da Previdência, Saúde e Trabalho – PST) e Anvisa continuam a luta para exigir do governo o cumprimento dos Acordos de Greve firmados em 2015, o que vem sendo postergado pelo governo desde a promulgação das leis n° 13.324/2016 e n° 13.326/2016.

Para além destas lutas, os servidores do INSS exigem uma resposta do governo sobre as demandas que foram apresentadas ao atual governo, que prometeu e não cumpriu, que será instalado um grupo de trabalho para discutir o REAT, a prorrogação do ciclo da GDASS até 2018, mantendo os 67 dias, e solução para jornada de trabalho que contemple o conjunto dos servidores de todas as áreas.

Os integrantes deste governo têm tomado medidas, tratando de forma discriminada as diferentes carreiras. Algumas delas defendem o projeto de desmonte do Estado, recebendo em troca vantagens e privilégios, enquanto aquelas que mantém o INSS funcionando, atendendo a milhões de brasileiros todos os dias, além de não terem suas demandas atendidas, sofrem com a forma desrespeitosa por parte do governo.

Essas entidades que defendem o desmonte do serviço público são correias de transmissão do governo, e têm a desfaçatez de fazer proselitismo, tentando fazer o papel de ‘salvadores da pátria’. Nenhuma conquista veio sem luta! Foram os trabalhadores que conquistaram a GDASS após vários anos de greve. E será na luta que conquistaremos a incorporação das gratificações nos salários. Os trabalhadores exigem e merecem respeito: esta categoria está na luta há 35 anos!

Chega de desrespeito! Se o governo não negociar, os trabalhadores vão parar!

SOMENTE NA LUTA PODEREMOS MANTER NOSSAS CONQUISTAS E FAZER O GOVERNO ATENDER ÀS NOSSAS REIVINDICAÇÕES!
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