Cerca de 400 médicos de AL podem responder por abandono de função

Secretaria de Saúde está cobrando nomes dos médicos faltosos.
Sindicato diz que os 30% exigidos pela lei estão sendo respeitados.

13/03/2013 19h57 – Atualizado em 13/03/2013 21h10

 

A Secretaria de Estado da Saúde deAlagoas (Sesau), por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), investiga a falta dos médicos ao trabalho nas unidades de saúde de Alagoas. Caso seja constatada ausência de 15 dias consecutivos, cerca de 400 profissionais podem responder a processo por abandono de função.

Aos 92 dias da greve, que foi decretada ilegal pela justiça em dezembro do ano passado, ainda há uma ausência muito grande de médicos nos ambulatórios. Mesmo assim, o Sindicato dos Médicos de Alagoas informou que está cumprindo os 30% exigidos pela lei, o que, segundo o presidente do Sindicato, Wellington Galvão, descaracterizaria a ilegalidade da grave.

Wellington Galvão defende que greve dos médicos é legal. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

“Só paramos o que podia parar, que são os ambulatórios, que não são serviços de urgência e emergência. O HGE, Samu, HDT, Hemoal, Maternidade Santa Mônica e Unidade do Agreste, todos esses serviços de emergência estão funcionando normalmente”, informou o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão.

A Sesau orientou os gestores das unidades a abrirem procedimento administrativo contra os faltosos até a próxima sexta-feira (16). “Os processos serão encaminhados à Secretaria de Estado de Gestão Pública (Segesp), que irá tomar as medidas cabíveis, como o corte nos salários”, explicou o coordenador de ações estratégicas da Sesau, Robson Silva.

De acordo a Sesau, cerca de 400 médicos poderão responder a processos por abandono de função. Alguns deles já começaram a ser investigados. A polêmica sobre a greve teve seu ponto máximo com a morte de Edlene da Conceição ,37,  por falta de atendimento médico. Ela chegou a percorrer algumas unidades, mas faleceu vítima de um infarto.

O Ministério Público Estadual (MPE) aponta o caso como homicídio e está apurando a respondabilidade do crime. “Nós estamos investigando o caso da Edlene, pois houve uma omissão seguida de morte e nós queremos saber porque os médicos não estavam lá”, afirmou o promotor do caso, Sidrack Nascimento.

 

Matéria retirada do Portal G1-Al.

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