Advogado diz que vai provar inocência de João Beltrão

A defesa alega que no Tocantins não havia indícios da participação do parlamentar

Andrezza Tavares 07 Agosto de 2013 – 08:16

O advogado José Fragoso, que defende os interesses do deputado estadual João Beltrão, disse que vai esperar a publicação do acórdão do Tribunal de Justiva, que aceitou a denúncia contra seu cliente para se manifestar sobre os próximos passos. Beltrão foi acusado de ser o mandante da morte do fazendeiro Pedro Daniel de Oliveira Lins, conhecido como Pedrinho Arapiraca, sogro do deputado estadual Ricardo Nezinho (PMDB).

Na ação penal em Tocatins, não indícios de prova contra o parlamentar. Foto: Sandro Lima

“O TJ apenas autorizou o início da ação penal, na instrução criminal vamos provar que não há indícios de participação do meu cliente neste crime. Ele [João Beltrão] vai se defender”, declarou.

De acordo com José Fragoso, na ação penal que tramitou em Tocantins foi afastada a hipótese de participação do deputado na morte de Pedrinho Arapiraca.

“Após os recursos e as oitivas das testemunhas, o Tribunal de Tocantins disse que não havia indícios da participação de Beltrão no crime”, destacou o advogado, lembrando que os fatos que deram início a ação penal em Tocantins, foram os mesmos que levaram o TJ/AL a aceitar a denúncia contra o parlamentar.

Pedrinho Arapiraca foi executado com 15 tiros de pistola e escopeta, no dia 9 de julho de 2001, em frente a um posto telefônico, em Taguatinga, em Tocantins.

Além deste, Beltrão também é acusado de mandar matar o fazendeiro Paulo José Gonzaga dos Santos, executado a tiros no Maranhão, em maio de 2000; e ainda os ourives Magelo da Silva e José Cerqueira, mortos em 2003.

As vítimas teriam sido vistas pela última vez conversando com o ex-policial civil Jesse James, homem de confiança do parlamentar, que confirmou a compra de jóias no valor de R$ 350,00. À polícia, Beltrão disse que comprou jóias, mas que pagou o combinado à vista.

 

Reprodução Tribuna Hoje.

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