Cidades carentes de Alagoas ganharão 97 novos médicos

Renée Le Campion

09:34 – 04/03/2013

 

Noventa e sete médicos do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), iniciado no dia 1º de março, atuarão em 31 municípios alagoanos pelos próximos 12 meses. A vinda dos 97 profissionais deve minimizar a carência no interior – que conta com apenas 6% do total de médicos que trabalham em Alagoas. Eles receberão uma bolsa em dinheiro, de R$ 8 mil mensais, para atender às populações desses municípios.

Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgada há duas semanas revela que a população alagoana, superior a 3 milhões de habitantes, conta com 3.921 médicos registrados no órgão. Desse total, 94% dos médicos estão concentrados na capital alagoana.

De acordo com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), os profissionais chegam a cobrar R$ 18 mil para trabalhar no interior, onde há pelo menos 45 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) fechadas pela falta de profissionais.

Neste cenário preocupante, o Provab surge como uma medida que promete amenizar a situação, ainda que de forma paliativa.

Cidades são em todas as regiões

O TNH1 conseguiu identificar 28 das 31 cidades que receberão médicos do programa, em todas as regiões do Estado. São elas: Olivença, Taquarana, Colônia Leopoldina, Minador do Negrão, Feira Grande, Branquinha, Girau do Ponciano, Capela, Limoeiro de Anadia, Campo Alegre, São Miguel dos Milagres, Poço das Trincheiras, Piaçabuçu, Batalha, Marechal Deodoro, São Sebastião, Penedo, Japaratinga, União dos Palmares, São José da Laje, Porto Real do Colégio, Atalaia, Jacaré dos Homens Campo grande, São Miguel dos Campos, Maragogi, Palmeira dos Índios e Junqueiro.

A segunda edição do Provab tem 4.392 participantes, 49% deles no Nordeste, e beneficia 1.407 municípios brasileiros. O atendimento dos profissionais será supervisionado pelas unidades de saúde básicas na periferia de grandes cidades, municípios do interior, com populações carentes e de regiões remotas.

Os participantes farão também um curso de especialização em Saúde da Família, com duração de 12 meses. Eles receberão uma bolsa federal no valor de R$ 8 mil mensais, custeada integralmente pelo Ministério da Saúde.

A alocação dos profissionais, segundo o MS, foi orientada pelas opções selecionadas pelo próprio médico e por critérios de preferência. Tiveram prioridade no processo os profissionais que se graduaram, obtiveram certificado de conclusão de curso ou revalidaram diploma em instituição de ensino localizada na unidade da federação a qual pertence o município, bem como os nascidos no estado. O segundo critério consistiu na data e horário da adesão, e o terceiro, na idade do profissional, tendo preferência a maior.

Ministério estuda contratação de médicos estrangeiros

O governo federal estuda a possibilidade de atrair médicos estrangeiros para o trabalho na área de atenção básica à saúde, principalmente nas periferias das grandes cidades e nos municípios do interior. O assunto foi discutido nesta semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com integrantes do Ministério da Educação (MEC) e reitores de universidades.

“Nós continuamos recebendo uma demanda muito forte dos novos prefeitos e dos governadores em relação a atrair médicos que se formaram em outros países, sobretudo Portugal e Espanha, para atuar na atenção básica no Brasil. Estamos analisando essa proposta, que é complexa, e precisamos analisar o formato”, explicou Padilha. O ministro participou neste sábado (2) da cerimônia de recepção aos 204 médicos recém-formados que vão atuar no estado do Rio por meio do Programa de Valorização do Profissional a Atenção Básica (Provab).

Matéria retirada do Portal  TNH1

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