Concursados da Reserva Técnica da Uncisal exigem contratação imediata

Dezenas de trabalhadores concursados da chamada Reserva Técnica da Uncisal realizaram um ato público de protesto pela contratação imediata. O ato aconteceu em frente ao Hospital de Doenças Tropicais (HDT) nesta quarta-feira (11) tendo total apoio do SINDPREV-AL. Eles cobram a nomeação dos candidatos aprovados no concurso público de 2014, com validade até 2019.

A principal vitória nesta manifestação foi o fato do reitor da Uncisal, Henrique de Oliveira Costa ter feito uma reunião com os integrantes da Reserva Técnica e se comprometido em encaminhar para a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SENGE) o estudo sobre o redimensionamento das vagas existentes na Uncisal. Com este estudo será possível estabelecer as necessidades com a contratação dos concursados. O reitor fez questão de dizer na reunião que o ato de nomeação é de responsabilidade do Governo do Estado e que a Uncisal não tem autonomia para as contratações. A pró-reitora de Gestão de Pessoas da Uncisal, Margareth Tavares também esteve presente à reunião com os concursados.

Vale registrar que no ato estavam profissionais não só da Saúde, mas de várias outras profissões, cujos profissionais foram aprovados no concurso.

Pelo SINDPREV-AL participaram do ato e da reunião com o reitor os diretores: Célio dos Santos, Olga Chagas, Valda Lima e Chico Mata (também representante do Conselho Estadual de Saúde).

Organizações Sociais gerenciando órgãos públicos

Durante o ato os trabalhadores denunciaram a entrega de órgãos públicos por parte do Governo do Estado as Organizações Sociais (OSs), que nada mais são do que a privatização do serviço público, principalmente na área de saúde. O Governo de Alagoas publicou decreto direcionando uma OS para gerenciar o Hospital da Mulher. Há informações ainda extra-oficiais de que a intenção do governador é entregar outros órgãos da Saúde para gerenciamento através das Organizações Sociais, como: Hospital de Rio Largo e até o novo hospital Metropolitano.

Os trabalhadores e usuários do serviço de saúde não podem deixar que a saúde seja tratada como mercadoria, o que ocorre inevitavelmente com o controle da iniciativa privada sobre o setor. Não se pode permitir que a classe trabalhadora sofra tamanho ataque de seus direitos, desde os usuários dos serviços que passarão a ser atendidos a partir de metas e não de suas necessidades, e até os trabalhadores do setor saúde que perdem sua autonomia no trabalho, têm seus direitos flexibilizados e não possuem mais estabilidade no emprego.

Dessa forma, é preciso lutar contra a privatização e mercantilização da saúde; contra as OSs, OSCIPs e Fundações Estatais de Direito Privado; contra a extinção dos servidores públicos da saúde, flexibilização dos direitos dos trabalhadores da saúde e contratação por regime CLT; contra a lógica empresarial na saúde; e contra as metas.

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