Conseg vai responsabilizar comandos militares por falta de perícias no IML

Cúpula da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros será cobrada por resistência de médicos militares em cumprir escalas

 

 12/08/2013
Renée Le Campion

 

A recusa dos médicos militares em fazer perícias no IML (Instituto Médico Legal) voltou à pauta do Conselho de Segurança de Alagoas (Conseg) na manhã desta segunda-feira (12). Durante a sessão, o presidente do Conseg, juiz Maurício Brêda, disse que irá responsabilizar os comandos da Polícia Militar e do Corpo dos Bombeiros pela “desobediência”.

Conseg voltou a discutir crise no IML (Crédito: Agência Alagoas/Arquivo)

“Não vou mais me desgastar indo verificar pessoalmente esta situação e tentando negociar com os médicos. A partir de agora, vamos cobrar diretamente aos comandos da PM e do Corpo de Bombeiros o cumprimento das escalas de trabalho”, afirmou o presidente do Conseg.

Na mesma sessão, Brêda criticou o que chamou de “falta de gestão e de comando” no IML para que a carga horária obrigatória dos médicos seja cumprida. Segundo ele, há médicos do IML que trabalham oito horas por semana quando deveriam trabalhar vinte.

“Há um desrespeito generalizado no IML, as pessoas não querem cumprir regras. O IML está a cara do morto. Um dia cheguei lá 8h30 da manhã e ainda estava fechado, com um cachorro dormindo na porta”, relatou.

Ainda de acordo com o magistrado, após a designação de médicos militares para o IML, muitos profissionais solicitaram ao comando uma licença de dois anos – período em que abdicam dos salários para não trabalharem. Para Brêda, cabe ao comando verificar se conceder estas licenças representa o interesse maior da administração e se vai concedê-las.

O conselheiro Antônio Carlos Gouveia também classificou como “absurda” a resistência dos médicos militares em realizar as perícias e sugeriu a criação de uma comissão de três conselheiros para acompanhar como se dará a atuação dos médicos militares no IML.

“Foram ditas muitas inverdades sobre o Conseg. Acho que uma comissão deve acompanhar de perto esta questão”, defendeu o conselheiro, citando uma entrevista concedida pelo major Wellington Fragoso, presidente da Assomal (Associação dos Oficiais Militares de Alagoas). A criação desta comissão ainda será discutida pelo conselho.

 

Reprodução TNH1.

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