Entidades acusam governo de dar “golpe” em conselho

Por: MAURÍCIO GONÇALVES – REPÓRTER

 

Edição de 07 de abril de 2013

Na última sexta-feira, o governador Teotonio Vilela Filho lançou uma versão atualizada da Constituição Estadual. A iniciativa não foi vista com bons olhos por boa parte dos integrantes do Conselho Estadual de Educação (CEE). Para eles, a Carta Magna de Alagoas foi pisoteada pelo decreto do governador que nomeou o secretário de Educação como presidente do CEE.

A então presidente do Conselho, Bárbara Heliodora, que foi expulsa do cargo pela medida unilateral, afirma que tinha um mandato democrático a cumprir, mas o governo alterou as regras inconstitucionalmente. “É uma alteração que a gente não entende. Se está na Constituição do Estado, como é que um decreto altera? Gostaríamos que o governador entendesse que isso não é democrático”.

A exemplo do que fez nas escolas que o incomodavam, Adriano impôs uma intervenção no próprio Conselho Estadual, que discute e delibera todas as diretrizes da educação estadual. E ninguém melhor do que ele próprio para assumir o papel de interventor-mor. Nos tempos da ditadura militar, bem poderia ser chamado um presidente biônico ou conselheiro do regime. “É um processo danoso porque fere a gestão democrática”, pondera Bárbara.

Matéria retirada do Jornal Gazeta de Alagoas Online.
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