Ex-prefeito de Traipu diz que é vítima de perseguição política

Marcos Santos está preso, acusado de arquitetar assassinato de ex-secretário de Turismo do município

 

24/07/2013

 

O ex-prefeito de Traipu, Marcos Santos, afirmou nesta quarta-feira (24) que a prisão ocorrida no início da manhã desta quarta-feira (24), sob acusação de tramar a morte do ex-secretário José Valter Palmeira, tem motivação política. Santos se disse “perseguido” por um grupo que seria, supostamente, comandado pela atual prefeita do município, Conceição Tavares.

“É de interesse de um grupo específico a minha prisão. Esse grupo é comandado pela prefeita Conceição Tavares, com o apoio da promotora Karla Padilha. Nunca cometi crime e fui inocentado de várias acusações administras. Como Jesus Cristo foi crucificado e era inocente, eu me declaro inocente”, argumentou o ex-prefeito.

Preso, ex-prefeito de Traipu diz que é vítima de perseguição política (Foto: Jobison Barros)

Marcos Santos foi preso em casa, no bairro da Jatiúca, em Maceió, e levado para a Delegacia Geral da Polícia Civil. Em seguida, foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. O ex-prefeito deve ficar detido na Casa de Custódia.

As autoridades policiais chegaram a conclusão de que o ex-prefeito teria mandado matar o ex-secretário depois que Erivan Alves dos Santos, acusado de ser o autor material do crime, foi preso em São Paulo, no dia 18 deste mês.

O advogado de Erivan, Manoel Passos, declarou à imprensa que o suspeito não confessa o crime, nem aponta ligação com Marcos Santos. “É importante que a imprensa não julgue o meu cliente, nem o ex-prefeito Marcos Santos. O Erivan diz não ter envolvimento com o crime”.

A prisão de Marcos Santos tem validade inicial de 30 dias e foi expedida pela comarca de Traipu a pedido do Ministério Público Estadual (MPE/AL). Ao fim dos 30 dias, é possível que o MPE solicite a prisão preventiva do ex-gestor, que tem prazo indeterminado. Ainda nesta semana, o procurador-geral de Justiça publicará uma portaria designando um grupo de promotores para acompanhar o caso.

O delegado-geral Paulo Cerqueira disse que também irá designar uma comissão de delegados para atuar no caso. Ele esclareceu que algumas informações – tais como a motivação do crime – deverão ser mantidas em sigilo para não atrapalhar nas investigações.

Ao ser procurada pela reportagem, a promotora Karla Padilha não atendeu às ligações, mas informou, por meio da assessoria do Ministério Público, que haverá uma coletiva às 15h, na sede do órgão, no Poço, com a promotora e o procurador geral de Justiça, Sérgio Jucá, sobre o mandado de prisão temporária em desfavor do ex-prefeito.

 

Reprodução Gazetaweb.

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