Falta de professores compromete ano letivo em escolas estaduais de AL

Quantidade de monitores também é insuficiente para atender a demanda. SEE diz que edital de concurso para professor deve sair no próximo mês.

 

Do G1 AL, com informações da TV Gazeta

21/05/2013

 

Pilhas de livros de geografia, matemática, ciências. Exemplares que sequer foram usados pelos alunos da Escola Estadual Raul Lima, em Ipioca. O ano letivo começou ontem e, na unidade, já faltam professores de praticamente todas as disciplinas. Sem estímulo para estudar, 200 alunos já pediram transferência. Restaram 184, que não estão nada satisfeitos. “Às vezes eu pago passagem e quando chego não tem aula”, conta a estudante Grasiele da Silva, 12.

Para os 184 alunos, apenas dois professores. Um de história e um de português. O de história precisou mudar a didática de ensino para dar conta de todas as turmas ao mesmo tempo. Apesar do esforço, os alunos faltam cada vez mais.

“Para tentar evitar a evasão escolar saiu de uma sala para outra para não deixar nenguém sem aula. Desse jeito, junto as turmas, mesmo sabendo que isso atrapalha a absorvição da matéria”, relata o professor Roberto Guimarães.

Para não deixar os alunos ociosos, a coordenadora educacional também precisa estar em sala de aula. “Deixamos de lado a atividade principal da função, que é a formação do professor e o contato com os pais, para suprir a necessidade em sala de aula”, revela a coordenadora da escola, Verônica Soares.

Situação parecida ocorre na Escola Estadual Antônio Vasco, em Riacho Doce. Três salas estão vazias há duas semanas, desde que o ano letivo começou. Assim, são 90 alunos em casa por falta de professor.

No entanto, essas escolas não são casos isolados. Segundo a Secretaria Estadual e Educação (SEE), faltam, entre professores e pessoal de apoio, 3 mil servidores na rede estadual. O edital para concurso de professor deve ser lançado no próximo mês.

A coordenadora da 13ª Regional de Educação diz que uma solução temporária seria a presença dos monitores que participaram da última seleção, no ano passado. Mas, o problema é que já vai ser feita a 7ª chamada e a maioria não comparece. “Fazemos a convocação, mas os monitores não vem. Alguns estão com telefones defasados, outros simplesmente não são encontrados. O prejuízo escolar é grande porque só podemos convocar um outro profissional quando os que estão na frente na lista de chamada desistem”, explica

 

Matéria retirada do Portal G1 AL.

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