Gestantes são atendidas no corredor da maternidade do HU em Maceió

Segundo assessoria do hospital, há superlotação em todos os setores. Centro obstétrico funciona com o dobro de pacientes.

 

09/04/2013

Desde o início da manhã desta terça-feira (9), o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), administrado pela Universidade Federal de algoas (Ufal), está superlotado.

O pré-parto, local onde as gestantes aguardam para serem levadas ao Centro Obsétrico, está funcionando com o dobro de pacientes. Segundo a assessoria da maternidade do HU, há leitos extras em todas as enfermerias e sete pacientes recebem assistência deitadas em macas, no corredor.

Coordenadora da maternidade diz ser impossível manter qualidade no atendimento. (Foto: Divulgação/Assessoria)

No alojamento conjunto, onde as mães que acabaram de dar à luz ficam com seus filhos, há 48 leitos. Mas o número de pacientes extra chegou a mais de 60%.

Também é de superlotação a situação nas unidades que cuidam de recém-nascidos no hospital. A UCI neonatal, que tem 19 leitos, está com 21 bebês internados e a UTI neonatal, com 10 leitos, está funcionando com 14 pacientes.

Para a coordenadora da maternidade, Dra. Lúcia Amorim, é “humanamente impossível manter a qualidade do atendimento”. Ela diz ainda que há somente dois obstetras por plantão e que já pediu providências à Direção do HU.

Outro problema enfrentado pela maternidade é realizar procedimentos de baixa complexidade, como a curetagem em casos de aborto. “Você ocupa um leito para a curetagem, quando poderia destinar esse leito para uma paciente de alto risco. Nossa situação é crítica”, conclui a Dra. Lúcia Amorim.

Coordenadora da maternidade diz que não há condições de manter dois obstetras por plantão.                             (Foto: Divulgação/Assessoria)

Na última quinta-feira (4), a direção do HU foi até o Ministério Público do Trabalho (MPT) pedir a contratação, sem concurso públicos, de médicos e anestesistas para poder ampliar os leitos de tratamento de câncer. O MPT autorizou.

Reforma Maternidade Santa Mônica
A Maternidade Santa Mônica, importante referência no Estado, também passa por dificuldades e vai passar por uma reforma emergencial. Só este ano a maternidade foi fechada pelo menos três vezes por não conseguir atender a todas as pacientes. A médica Goretti Praxedes também diz que a maior dificuldade é porque as pacientes não fazem o pré-natal e chegam muitas vezes na Santa Mônica para fazaer exames que poderiam ser feitos em outras unidades.

Acordo entre HU e Santa Mônica
No dia 25 de março, ficou acertado entre as maternidades que os serviços das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Geral adulta e neonatal da Escola Maternidade Santa Mônica passarão a ser realizados no Hospital Universitário (HU), durante o período da reforma emergencial na unidade médica que é referência em gravidez de alto risco.

 

Matéria retirada do Portal G1 AL.

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