IBGE aponta que 62 mil crianças e jovens trabalham ilegalmente em Alagoas

Pesquisa divulgada mostra que 58% trabalham em lavouras no Sertão e na Zona da Mata

Ana Paula Omena
02 Outubro de 2013

Pouco mais de 62 mil crianças e jovens com idade entre cinco e 17 anos trabalham de forma ilegal em Alagoas, em diversas atividades econômicas, sobretudo na agricultura, conforme publicou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2012), divulgada esta semana.

Pesquisa diz que 69% das crianças e adolescentes que trabalham não recebem salário. [Foto: Sandro Lima]

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) em Alagoas, responsável por fornecer dados para o IBGE, apontou que o cultivo de lavouras temporárias é responsável por 58% do número de crianças e adolescentes trabalhando irregularmente.

Em Alagoas, segundo o Pnad, houve uma queda no número de trabalhadores no grupo com idade entre cinco e nove anos de idade, mas subiu no grupo de 16 a 17 anos. No Nordeste, onde o total de menores de idade trabalhando teve queda de 9,26% (de 1,2 milhão para 1,1 milhão), o indicador reduziu entre os jovens nas faixas de cinco a 15 anos, mas subiu no grupo de 16 a 17 anos.

Os municípios com os piores índices de trabalho infantil em Alagoas são os da região Agreste e Zona da Mata. Ainda segundo a pesquisa, 69% das crianças e adolescentes que trabalham não recebem salários e estão inseridas no trabalho com as famílias, especialmente na agricultura familiar.

Na visão do superintendente da SRTE em Alagoas, Israel Lessa, para se combater efetivamente o trabalho infantil é necessário o envolvimento de toda a sociedade, mudança de cultura, escola de qualidade, professores compromissados, sensibilização com efetiva participação dos Ministérios Públicos Estadual e do Trabalho, Conselhos Tutelares e políticas voltadas para o resgate de crianças e adolescentes trabalhadores.

 

Reprodução Tribuna Hoje.

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