Indicativo de greve na Ufal é aprovado por servidores

Implantação da Ebserh é a principal insatisfação de docentes e técnicos

 

Ana Paula Omena

22 Mai de 2013

 

Docentes e técnicos da Universidade Federal de Alagoas aprovaram no início do mês o indicativo para mais uma greve na instituição, em protesto pela implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que será gestora de hospitais universitários no Brasil, entre eles o de Alagoas.

Coordenador do Sintufal critica terceirização em massa de profissionais

 

O movimento também reclama da terceirização do funcionalismo público, e cobra melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira. Um dos grandes desafios colocados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) é o de barrar a implantação da Ebserh em Alagoas, aprovada pelo Conselho Universitário da Ufal, em dezembro.

Para o coordenador do Sindicato, Emerson Oliveira, a Ebserh se caracteriza como uma privatização do Hospital Universitário. “Este é um modelo que privilegia alguns grupos. A Ebserh tem dois objetivos: fortalecer a privatização e sucatear o Sistema Único de Saúde”, disparou.

Segundo a lei federal 12.550, de 2011, que cria a Ebserh, ela é uma empresa pública, mas seus servidores serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o que permite demissões a qualquer tempo.

“Foi vendida uma grande ilusão para as pessoas para a aprovação da Ebserh, no Hospital Universitário. Disseram para eles, que eles serão aproveitados, que farão uma seleção simplificada bastando apenas a apresentação de currículo ou pontos para quem tiver experiência no hospital, porém vai ser um concurso como qualquer outro. Pode-se fazer isso? Pode, mas tem que valer para qualquer brasileiro e não restringir a apenas um hospital”, explicou.

Segundo o Sintufal, há um déficit de mão de obra na Ufal de cerca de 1.500 trabalhadores, mesmo número que está hoje na ativa. O coordenador diz que, em vez de realizar concurso para funções de nível elementar, tem sido preferível terceirizar.

 

Matéria retirada do Site Tribuna Hoje.

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