Médicos acatam proposta e encerram greve que durava quase 5 meses

Categoria passa a ter direito a gratificação após mudança em legislação

 

Jobison Barros

07/05/2013

Depois de quase cinco meses em greve, os médicos de Alagoas decidiram retornar aos trabalhos em assembleia realizada na noite dessa segunda-feira (06), na sede do sindicato, no Trapiche da Barra, em Maceió. Os profissionais aceitaram a proposta apresentada pelo secretário de Saúde Jorge Villas Boas, após o Ministério da Saúde (MS) intervir na negociação a pedido do senador Fernando Collor (PTB).

Ministério da Saúde interferiu na negociação com os médicos alagoanos (Foto: Arquivo/Gazetaweb)

À Gazetaweb, o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Wellington Galvão, comemorou a decisão depois de se reunir com o então secretário. No entanto, ponderou que a categoria se encontra em “estado de greve” e que, a qualquer momento, pode retomar a paralisação. “Não foi unanimidade, pois muitos médicos ainda estão insatisfeitos com as consequências da falta de negociação junto ao governo. Lembrando que tal acordo foi consolidado junto ao Ministério da Saúde, com a intervenção do senador Fernando Collor”, comentou Galvão.

De acordo com o sindicalista, os médicos farão assembleias permanentes e vão formar uma comissão para negociar diretamente com o secretário de Saúde, ainda nesta semana. Já na próxima segunda (13), os profissionais se reúnem novamente na sede do sindicato.

Canal de negociação

Prestes a completar cinco meses no dia 11 deste mês, a greve não tinha prazo para acabar, o que gerou consequências para o Estado, após a saída de mais de um mil profissionais para outros Estados. Na semana passada, Wellington Galvão confirmou à reportagem que um hospital de Pernambuco abrigava, em seu quadro de pessoal, 90% de médicos alagoanos. Ou seja, a insatisfação gerou evasão da categoria, vindo a prejudicar o sistema de saúde, considerado falho pela sociedade.

Por várias vezes, o sindicato buscou negociação junto ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) e ao próprio governador, Teotônio Vilela Filho [PSDB], não obtendo resposta. O movimento grevista tomou tamanha proporção que atingiu o Hospital Geral do Estado (HGE), bem como o Hélvio Auto – destinado a atender casos excepcionais, como meningite, Aids, picadas de inseto, – e a Santa Mônica, que ainda vivencia o drama da superlotação.

O canal de negociação foi aberto e os profissionais ainda lutam por reajuste salarial, implantação do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS), realização de concurso público e melhores condições de trabalho nas unidades de saúde.

 

Matéria retirada do Portal Gazeta Web.

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