MP Estadual sempre será ameaçado por políticos

Se não fosse a mobilização popular, a proposta teria sido aprovada

 

Andrezza Tavares
27 Jun de 2013

A tão polêmica PEC 37, que limitaria o poder de investigação do Ministério Público, foi reprovada ontem, e como era de se esperar, MP e sociedade comemoraram.

“A vitória não foi da instituição, e sim do povo, que derrotou a PEC 37”, declarou o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá. Para o chefe do MP alagoano, se não fosse o clamor do povo, que foi às ruas protestar, provavelmente, a Proposta de Emenda Constitucional nº 37 seria aprovada.

Procurador geral de Justiça, Sérgio Jucá, recordou que projetos de lei ainda ameaçam MP. [Foto: Sandro Lima]

“Há 30 dias achávamos que a PEC iria ser aprovada, mas com as manifestações, e com as vozes do povo nas ruas, o Congresso tomou outro rumo”, enfatizou Jucá, dizendo que o momento não é de discursos triunfais e sim, de trabalho.

Mesmo com a reprovação da PEC 37, o procurador-geral afirmou que as ameaças contra o Ministério Público vão sempre existir. “O Ministério Público incomoda os poderosos, por isso que as ameaças persistirão”.

Segundo ele, até o momento não existem outras PECs que ameaçem o poder de atuação do órgão, porém alguns Projetos de Lei, como a ‘Lei da Mordaça’ – que blindaria parlamentares em investigações – foram apresentados nesse sentido. “Acredito que nos próximos meses não haverá uma nova proposta”, ressaltou.

Sérgio Jucá elogiou os membros do Congresso que votaram pela rejeição da PEC e agradeceu ao povo pela mobilização e exemplo de cidadania. Ele também agradeceu à imprensa por dar publicidade aos trabalhos realizados pela instituição.

A PEC 37 foi repovada com 430 votos contrários, nove a favor, e duas abstenções. Ontem, após registrar seu voto, o deputado federal por Alagoas, Renan Filho  (PMDB) postou uma foto em sua página do Facebook, a foto de sua confirmação contra a PEC.

 

Reprodução Tribuna Hoje.

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