Servidores e estudantes da Ufal protestam contra terceirização no HU

Com apitos, faixas e cartazes, grupo quer chamar a atenção da comunidade

 

Jamylle Bezerra e Jobison Barros

10/07/2013

 

Servidores do Hospital Universitário (HU) e alunos do curso de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estão realizando, na manhã desta terça-feira (10), mais um protesto contra a possível mudança de gestão da unidade de saúde. Enquanto os servidores seguram faixas e cartazes em frente ao hospital, os estudantes abandonaram as aulas e invadiram os corredores do HU, pedindo melhorias estruturais para o curso e o aumento do número de nutricionistas na unidade.

Estudantes protestam no HU e pedem melhor infraestrutura no curso ofertado pela Ufal (Foto: Jobison Barros)

Eles querem impedir que a gestão do HU passe para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), deixando assim de ser uma unidade 100% SUS e passandoa atender, também, aos pacientes de planos de saúde. “Seria a privatização do HU e não podemos deixar isso acontecer. Com a mudança na gestão, o hospital vai perder autonomia, não serão mais realizados concursos públicos e os servidores vão perder vantagens”, afirmou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), Nadja Lopes.

Os estudantes de Nutrição, que também são contra a mudança de gestão do HU, cobram melhorias estruturais no curso ofertado pela Universidade Federal de Alagoas e reclamam do baixo número de profissionais da área trabalhando na unidade. Segundo eles, existem apenas cinco nutricionistas para atender a demanda do hospital.

“Passar a gestão do hospital para outra empresa é uma maneira de terceirizar o serviço público. No momento, o HU só conta com cinco nutricionistas. O Conselho Regional de Nutrição estima que deveriam existir 30 profissionais para atender a demanda”, falou o estudante Artur Granjeiro.

De acordo com o Sintufal, o reitor Eurico Lôbo já assinou a intenção para adesão ao projeto que transfere a gestão do HU para uma empresa terceirizada. Agora, os funcionários querem impedir que a mudança seja efetivada. “Queremos sentar com o reitor e com o Conselho Universitário para discutir o assunto”, afirmou a sindicalista.

Segundo Nadja Lopes, um plebiscito realizado dentro e fora do HU apontou uma rejeição de 98% da proposta.

Nesta quinta-feira (11), os trabalhadores do HU vão aderir à mobilização nacional e paralisar os serviços, mantendo apenas os atendimentos essenciais.
Reprodução Gazetaweb.

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