Sinteal diz que ‘retardo’ deve-se à carência de 3,4 mil professores

Desvalorização profissional e falta de estrutura são apontadas como outros motivos

 

David Lucena

19/04/2013

 

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) atribui o retardo na aprendizagem dos estudantes alagoanos ao déficit de 3.400 professores que há atualmente na rede pública estadual. Outros motivos citados pela presidência do sindicato são a desvalorização dos profissionais e a falta de estrutura das unidades escolares.

Conforme uma reportagem publicada pela Agência Estado esta semana, 57% dos estudantes alagoanos que concluem o 9º ano do ensino fundamental não sabem o conteúdo de português e matemática que deveria ser aprendido no 5º ano.

“Só para se ter uma noção do déficit de professores, o último concurso foi feito oito anos atrás, em 2005. Então, o Estado contrata monitores para lecionar. Mas, muitos desses monitores dão aulas por um ou dois meses e registram que deram aula o ano inteiro. Aí, os estudantes são aprovados na escola, mas, futuramente, serão reprovados na sociedade e no mercado de trabalho”, criticou a presidente do Sinteal, Maria Consuelo Correia.

Já com relação aos problemas de infraestrutura, Consuelo citou o caso da Escola Estadual João Paulo II, localizada na Chã da Jaqueira, em Maceió. “O ano letivo de 2012, nessa unidade, já começou em outubro, ou seja, com um atraso enorme. E, agora, a escola está sem aula há um mês porque não tem energia elétrica”, disse.

“Para reverter esse índice e evoluir a educação no Estado, é preciso que o governador preste atenção ao tripé indissociável de formação, carreira e valorização dos profissionais”, afirmou a presidente do Sinteal.

 

Matéria retirada do Portal Gazeta Web.

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