Trabalhadores paralisam atividades no Porto de Maceió

Funcionários da Tomé-Ferrostaal cobram adicional de periculosidade e direção alega que edital não prevê benefício

 

David Lucena e Jobison Barros

10/06/2013

 

Trabalhadores da Empresa Tomé-Ferrostaal – responsável pela construção de módulos para a montagem de plataformas de exploração do pré-sal – paralisam as atividades operacionais durante esta segunda-feira (10), no Porto de Maceió. Os funcionários se concentram em um protesto pacífico, em frente à administração portuária, e cobram o pagamento de adicional de periculosidade.

Em entrevista ao portal Gazetaweb, os manifestantes chamam a atenção para a necessidade de o adicional ser pago. O valor, segundo os trabalhadores, equivale a 30% dos salários, tendo em vista o manuseio de tanques de combustível e outros materiais inflamáveis.

Trabalhadores se concentram em frente ao Porto de Maceió (Foto: David Lucena)

“Decidimos parar todo o sistema operacional enquanto não houver sinalização de acordos por parte da administração ou da direção da empresa. Não podemos trabalhar dessa maneira, sem nenhuma garantia de proteção”, alegou Jobson Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Alagoas (Sindmet/AL).

Um representante da Tomé-Ferrostaal prometeu vir do Recife para negociar com os trabalhadores. Porém, os manifestantes alegaram já ter conversado com dirigentes da empresa, que afirmaram não poder conceder o adicional porque o edital de licitação feito pela Petrobras não determinava tal benefício.

Devido ao impasse, dezenas de trabalhadores permanecem no local enquanto não for aberto, pessoalmente, o canal de negociação.

 

Matéria retirada do Portal Gazeta Web.

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