Dirigentes da CNTSS/CUT participam de Plenária Nacional da CUT para o Setor Público e Estatais

Lideranças nacionais cutistas se reuniram nos dias 19 e 20/10 para definir estratégias de luta contra a EC nº 95, as privatizações e a Lei 13.467/17, da Contrarreforma Trabalhista
Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

Nos dias 19 e 20 de outubro a CUT – Central Única dos Trabalhadores realizou sua Plenária Nacional do Setor Público e das Estatais. O evento, que aconteceu na sede da APEOESP –  Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, situada na região Central da Capital Paulista, e é resultado de Resolução aprovada durante o Congresso Extraordinário da Central, realizado em agosto deste ano. Participaram lideranças dos trabalhadores das esferas federal, estadual e municipal. Os trabalhos das mesas temáticas puderam ser acompanhados por meio da Internet em virtude da transmissão instantânea a ser realizada pela CUT e APEOESP.

Os trabalhadores da Seguridade Social dos setores público e privado são representados pela CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, por meio de seu presidente, Sandro Alex de Oliveira Cezar; tesoureira, Célia Regina Costa; primeiro tesoureiro, Cícero Lourenço da Silva (Diretor do SINDPREV-AL); secretária de Mulheres e secretária adjunta da Saúde do Trabalhador da CUT, Maria de Fátima Veloso Cunha; secretária de Saúde do Trabalhador e secretária geral adjunta da CUT, Maria Aparecida de Faria; e a dirigente nacional e secretária de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia Reis Nogueira.

De acordo com a secretária adjunta geral da CUT, a Plenária será um momento em que as lideranças poderão fazer uma análise mais aprofundada dos impactos que atingirão os trabalhadores e a sociedade já no início do próximo ano com a implantação, por exemplo, da EC 95, conhecida como PEC da Morte, que congela os investimentos públicos em áreas sociais para os próximos 20 anos e gera reflexos diretos nas políticas sociais, nos serviços públicos, no desenvolvimento do país e no cotidiano no servidor público. Para tanto, a primeira mesa de trabalho abordará justamente está Emenda Constitucional.

“A partir de 2018 esta medida terá um impacto muito grande por retirar do Estado brasileiro a condição de manter políticas pública tão importantes para nossa população. Para os trabalhadores também causará graves problemas. As áreas da seguridade social, da educação, do saneamento básico, da ciência e pesquisa, entre tantas outras, serão fortemente prejudicadas com a falta de recursos, inclusive para o setor de recursos humanos. Vamos debater para oferecer uma análise mais contundente que dê elementos para a sociedade reagir. Nossa responsabilidade nesta Plenária é fazer este debate e sair com uma grande campanha que dialogue com a sociedade e os trabalhadores dos setores púbico e privado,” afirma Maria Faria.

Dando continuidade aos trabalhos deste primeiro dia também serão montadas duas outras mesas de discussões. A primeira delas tratará, em dois momentos, a “Lei 13.467/17 da Contrarreforma Trabalhista e a Terceirização”. São medidas que atacam diretamente os direitos dos trabalhadores criando um “novo paradigma nas relações de trabalho do Brasil”. A outra mesa debaterá “A Política de Privatização (Renegociação das Dívidas dos Estados e Programa de Parcerias de Investimento – PPI)”.  A sana agressiva por privatizar o patrimônio público põe em risco a soberania nacional. Todas estas medidas causam profundas transformações nas políticas sociais, nos serviços públicos, no desenvolvimento do país e nos servidores públicos.

O segundo dia de trabalhos, sexta-feira (20/10), terá programação até às 12 horas. O período será destinado para os encaminhamentos da Plenária. Neste momento, a coordenação do evento propõe que as lideranças discutam a construção de uma campanha unificada das categorias do setor público e das estatais, que serão afetadas pela EC 95, a Contrarreforma Trabalhista, a Terceirização e a Privatização. A mesma temática será utilizada para que seja definida estratégia unifica de lutas para as categorias do setor público e das estatais na perspectiva de definições de ações em conformidade à Resolução do Congresso Extraordinário da CUT Nacional.

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

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