Em Encontro Nacional da CNTSS, servidores federais não descartam greve

Confederação se reúne com centrais sindicais para traçar estratégias de articulação para este ano e, de acordo com o presidente, Sandro César, se o governo continuar se recusando a negociar com a categoria, pode haver greve; Alagoas teve importante participação, com uma delegação expressiva do SINDPREV-AL

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Delegação de Alagoas à plenária nacional da CNTSS participando ativamente nos dois dias de debates

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Grupo de Assistentes Sociais redigindo monção de repudio ao retorno do primeiro damismo. George Rolim, diretor de Formação Sindical do Sindprev dando apoio.

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Com informações do SINDSPREV-PE

O primeiro Encontro e Plenária Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) aconteceu na sexta-feira (10) e sábado (11), no Centro de Formação e Lazer do Sindsprev-PE, no Recife. A CNTSS e as entidades sindicais estão reunidas para estabelecer os próximos passos na luta contra as decisões arbitrárias do governo golpista de Michel Temer, incluindo a Extinção do Ministério da Previdência Social e a implantação da Reforma da Previdência. Na reunião, o presidente da CNTSS, Sandro César, informou que os sindicatos não vão cruzar os braços enquanto os direitos dos trabalhadores estão sendo cerceados e apontou a possibilidade de nova greve dos servidores federais para este ano. O encontro reúne aproximadamente 80 representantes de sindicatos de Sindsprevs da base do Rio de Janeiro, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, São Paulo e Maranhão.

As atividades começaram com a análise da conjuntura política e econômica do país com o professor José Henrique Artigas Godoy, doutor em Ciências Políticas  pela Universidade de São Paulo (USP) e docente da Universidade Federal da Paraíba. A palestra detalhou as perspectivas, alternativas e responsabilidades dos cidadãos e, particularmente, dos movimentos sociais organizados e centrais sindicais no combate às reformas antissociais do governo Temer e na recomposição da ordem democrática e das instituições no país. ” Durante o transcurso deste ano, teremos grandes debates que colocam em risco o conjunto das liberdades e direitos construídos com muita luta durante os últimos 30 anos. Neste momento, nós temos a possibilidade de ver uma grande retroação no conjunto dessa plataforma de direito e, certamente, os sindicatos e centrais têm que estar preparados para resistir frente a essa pressão conservadora que favorece as classes dominantes e prejudica os trabalhadores, mas também para preparar uma reação no sentido de recomposição das forças progressistas e da garantia de preservação dos direitos da classe trabalhadora “, destacou o especialista.

Ainda segundo Godoy, a crise econômica, política e institucional que assola o Brasil só será revertida através da luta dos trabalhadores. ” Sinceramente, acho que em um prazo curto nós teremos muita dificuldade de reação, mas acredito na possibilidade das classes trabalhadoras retomarem a posição progressista que vinham atribuindo aos governos de Lula e Dilma. Claro, é preciso muita organização e preparação para a luta. Temos que estar preparados para as responsabilidades que o sindicalismo terá porque não será apenas para o primeiro semestre de 2017, mas para os próximos anos. Não tenho dúvida de que nós retomaremos nossos direitos e conseguiremos imprimir uma reforma democrática e popular para o nosso país, seja no âmbito econômico ou na garantia de uma participação mais equitativa dos trabalhadores na distribuição do poder político ” .

ENTREVISTA// SANDRO CÉSAR 
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social
– Qual a relevância de plenárias como esta para a atual conjuntura do país?
Sabemos da dificuldade do cenário político e econômico que o Brasil atravessa, entretanto, é papel da Confederação e dos seus sindicatos organizar os trabalhadores para fazer a luta necessária para garantir o avanço dos direitos da categoria. A perspectiva é que possamos sair daqui organizados para fazer o enfrentamento da Reforma da Previdência, bem como iremos elencar estratégias necessárias para lançar a campanha salarial do ano de 2017. Se não houver avanço no processo de negociação, com certeza vamos tomar medidas mais drásticas.– De acordo com o professor doutor José Artigas, não há previsão favorável a curto prazo. Podemos nos preparar para uma possível greve? 
Com certeza. Óbvio que não é o desejo dos trabalhadores, mas é uma necessidade frente ao endurecimento do outro lado, do lado do governo, que muitas vezes se nega a negociar. No caso específico da categoria federal, em janeiro deste ano, acabou o acordo firmado nos últimos dois anos e não temos garantia de nada firmado para o ano que vem. Vamos nos organizar a fim de coquistar a reposição da inflação e o plano de carreiras.– Qual o maior desafio para os próximos meses?
O grande desafio para o servidor público  este ano é barrar a Reforma da Previdência, é a nossa luta chave. Temos que impedir a aprovação dessa reforma. Ela retira direito dos trabalhadores e coloca o Brasil em uma situação extremamente complicada, como o único país do mundo que terá aprovado uma Reforma na Previdencia em que a expectativa de benfício é pós-morte. Os trabalhadores têm que ter ciência do que está acontecendo, e eu acredito que boa parte tem e já está debatendo o tema. Vamos combater a Reforma da Previdência para as pessoas terem direito à aposentadoria.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO NA ÍNTEGRA
Sexta-feira (10.02)Manhã
– Mesa de Abertura
Presidente da CNTSS – Sandro Alex
– Análise de Conjuntura
José Henrique Artigas Godoy
Tarde
– Debate na Plenária
Instalação dos encontro dos setoriais da CNTSS
1 – INSS e Previdência
Convidados: Presidente do INSS – Leonardo Gadelha
Diretor do Sindsprev – Irineu Messias
2 – Ministério da Saúde e Trabalho
Convidados: Diretor de Gestão de Pessoas do Ministério da Saúde – Pablo Leite
– Levantamento de Propostas
Levantamento das Estruturações e os Impactos nos Processos de Trabalhos nas Políticas da Seguridade Social no Atendimento à População e na Vida Funcional dos Servidores
– INSS e Desmonte do INSS
– Extinto o Ministério da Previdência
– Ministério da Fazenda e Desenvolvimento Social e Agrário
– Conselho Nacional: Recursos e as Juntas de Recursos do Seguro Social
– Ministério da Saúde e os Nems
– Anvisa,  Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) e Saúde Indígena
Sábado (11.02)
Plenária Nacional do Setor Federal
9h – 10h – Organização do Setor Federal na CNTSS
10h 11h – Geap – Irineu Messias
11h -12 – Levantar os fóruns nacionais
Debater a respeito da representação da CNTT/CUT nos fóruns
Apresentação das pendências das plenárias do Recife
12h – Debate e Plenária
Encaminhamentos finais

 

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