Marcha Mundial das Mulheres Alagoas denuncia feminicídio contra professora Cenira Ventura

NOTA da MMM
A Marcha Mundial das Mulheres vem a público repudiar, com muito pesar, o Feminicídio contra a professora Cenira Angélica Ventura Lima, e mais uma vez conclamar à luta para barrar a Violência contra as Mulheres.

Leia também nota de Andreia Malta – Secretaria da Mulher do SINDPREV-AL – ao final deste texto da MMM

Dormindo com o inimigo…
Mais um feminicídio em Alagoas, para manter em alta as estatísticas macabras da traição, dor e morte que submete as mulheres dessa já tão sofrida terra.

Cenira Angélica, professora, lutadora por uma sociedade mais justa, foi injustamente agredida e ferida por dezenas de perfurações a faca em plena via pública até a morte, na cidade de Viçosa/AL.

O sangue da mulher nas Alagoas mais uma vez derramado em um crime de ódio machista.
Nossa alma chora por Cenira Angélica, chora por todas as vidas de mulheres ceifadas por terem exercido seu direito de escolher, por buscarem construir autonomia. Mulheres punidas pela sociedade patriarcal para que continuem na posição subalterna, com menos Direitos, com mais trabalho, mais responsabilidades, sujeitadas ao jugo em nome do sentimento de amor, dóceis, conformadas.
Cada cruz que o patriarcado planta é uma advertência a todas as mulheres: calem-se!

É preciso discutir GÊNERO na sociedade, nas escolas, nas famílias, nas igrejas, por toda parte. É preciso desconstruir a cultura patriarcal, violenta, que autoriza e justifica a opressão, que pretende sufocar a liberdade, e que quando não apóia abertamente o assassino, lhe confere atenuantes.

O machismo mata!
O machismo construiu os sentimentos de possessividade, de propriedade e de ódio e armou a mão do assassino de Cenira Angélica, aquele que um dia foi seu companheiro e a quem devotou afeto, aquele que foi incapaz de respeitá-la e por fim lhe roubou a vida.

A sociedade patriarcal continua a criar justificativas para a Violência de Gênero e para o modelo de OPRESSÃO das Mulheres e por isso dizemos NÃO!

BASTA! A Vida das Mulheres importa! A Vida das Mulheres tem Valor!

Exigimos do Poder Público a captura do assassino e seu julgamento perante a Justiça por Feminicídio.
Exigimos a apuração de todos os casos de feminicídio e o FIM da IMPUNIDADE!

SEGUIREMOS em MARCHA, até que TODAS SEJAMOS LIVRES!

Marcha Mundial das Mulheres.

Alagoas, 03 de março de 2018

Nota do SINDPREV-AL

Acima de tudo um misógino, aquele que odeia as mulheres – bate, assedia moralmente e fisicamente, estupra, e chega a forma mais hedionda das opressões: mata pelo fato da vítima ser mulher — feminicidio. Quando preso, e se condenado, sai por bom comportamento poucos anos depois de ter simplesmente destruído uma mulher.

A vítima termina sendo a culpada pelo estupro, e até mesmo por sua morte, infelizmente, muitas vezes, essa visão é defendida por muitas mulheres, e muitas destas são oprimidas — Síndrome de Estocolmo.

Não podemos ficar omissos diante da cultura do estupro e do feminicidio. Omissão é compactuar com a misoginia.

Andreia Malta – Secretaria da Mulher.

* Síndrome de Estocolmo — Termo usado a partir da década de 1990, por especialista do comportamento humano, para se referir ao um assalto em um banco de Estocolmo, onde as vítimas defenderam seus sequestradores.

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