Nota da Central Única dos Trabalhadores em apoio à Resolução do Conselho Federal de Medicina

 

A Central Única dos Trabalhadores que em seu IV Congresso Nacional,realizado em 1991, posicionou-se favorável à descriminalização e legalização do aborto, se solidariza e parabeniza o Conselho Federal de Medicina, que em sua reunião colegiada, posicionou-se favoravelmente à liberação do aborto até a 12ª semana de gestação e aprovou encaminhar essa proposta para comissão do Senado que cuida da reforma do Código Penal.

Sabemos que a criminalização do aborto coloca em risco a vida das mulheres, mas, sem dúvida, são as pobres, as negras e jovens do campo e da periferia que por não terem condições sociais e econômicas arriscam mais a sua vida.

Por fim, reiteramos nossos cumprimentos e nos somamos aos esforços do CFM de ampliar a discussão sobre o tema junto a outros setores da sociedade.

Para nós a maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação de todas as mulheres. As que quiserem ser mães devem ter asseguradas condições econômicas, sociais e de políticas públicas.

Aquelas que desejarem evitar a gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitarem quiserem interromper uma gravidez devem, ter assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde.

Link da nota da CUT.

 

Matéria retirada do site da CNTSS.

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