Projeto vai agilizar perícias no INSS

Instituto implementará programa piloto para diminuir tempo de espera dos segurados na hora de agendar exames nos postos

MAX LEONE
06/06/2013

Rio – A Superintendência Sudeste-2 do INSS, que abrange Rio, Minas Gerais e Espírito Santo, vai implementar um projeto piloto para agilizar o agendamento de perícias médicas nos postos do instituto nos três estados. No Rio, a medida será adotada em gerências-executivas que estiverem com o tempo de atendimento acima da média estabelecida pela Previdência Social. Hoje, o prazo ideal para o ministério é de, no máximo, 25 dias para que o segurado consiga ser examinado. A média atual nas sete gerências do Rio é de 14 dias de espera.

Pela Central 135, segurado recebe informações de equipe especializada Foto: Divulgação

O plano piloto deve ser adotado na Gerência-Executiva de Niterói. Lá, o prazo atual para marcação de perícias fica em 25 dias, no limite do que foi estabelecido pela Previdência. O posto de São Gonçalo é o que puxa para cima o tempo de espera de quem precisa receber auxílio-doença. Ao tentar marcar o serviço pela Central 135 ouvia internet (www.previdencia.gov.br), o segurado só consegue vaga para, em média, 37 dias depois do pedido de agendamento.

Na Gerência Centro do INSS, o prazo de espera, de acordo com o instituto no Rio, é de 9 dias. Na área Norte, de 16 dias. Já em Caxias, que pega toda a Baixada Fluminense, o prazo é de 14 dias. Na Região Serrana, a Gerência Petrópolis agenda em 6 dias. Campos leva até 14 dias para abrir uma vaga. Em Volta Redonda, outros 10 dias.

Novo modelo será testado em outras regiões do país

A situação do Rio destoa de outras regiões. Em algumas cidades, a espera pode passar de cinco meses, como em Porto Velho e em Rondônia. Por conta isso, em agosto, novo modelo de atendimento será testado, para reduzir a espera no restante do país. A previsão é que só segurados com atestados com mais de 30 ou 45 dias, prazo a ser definido, façam a perícia. O INSS também vai remanejar médicos peritos de agências com baixa procura para as de maior demanda.

 

Matéria retirada do Jornal O DIA, on-line.

 

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