Reunião das entidades do serviço público federal (Fonasefe) prepara resistência ao governo golpista de Michel Temer

reunião

Nesse último final de semana mais de 300 dirigentes sindicais de entidades nacionais e de base atenderam o chamado do FONASEFE para uma reunião na qual se discutiu vários temas, mas o mais importante foi a construção de um calendário de lutas unificado. Embora houvesse desigualdades no grau de mobilização entre as categorias o sentimento de unidade de fortalecer a resistência prevaleceu.

O cenário político demonstra que Temer mesmo sem popularidade, está em conjunto com o congresso nacional obstinado em avançar com o ajuste fiscal e com as reformas que visam destruir direitos sociais e democráticos para atender os interesses do capital em crise. Além de não abrir negociações salariais e proferir ataques diretos ao funcionalismo federal, a situação dos serviços públicos é de precarização total e no caso das universidades e institutos federais, se não revertermos o bloqueio de verbas, muitas instituições vão fechar as portas.

Foi decidido em comum acordo um processo de lutas que leva em consideração um forte trabalho de base no mês de agosto para aumentar o nível da mobilização e uma importante articulação com categorias que estão em campanhas salariais nesse segundo semestre com o objetivo de recompor a unidade necessária para enfrentar Temer e seus ataques.

Reunião ampliada do FONASEFE.

Veja encaminhamentos:

A) Criar calendário de mobilização e luta a partir das datas de luta das entidades:

11 de agosto – dia nacional em defesa da educação pública

16 de agosto – FENASP dia nacional de lutas contra a terceirizacao e extinção das zonas eleitorais;  dia nacionalde lutas em defesa sa saúde e da previdência pública  e contra o desmonte do serviço público;

B) construir mobilização a partir dos estados com convocação de assembleias por categoria,  reuniões ampliadas entre os funcionários públicos das três esferas (agosto e setembro).

Construir dias de luta nos estados para ir ampliando a mobilização com a seguinte pauta:
– revogação da EC 95
– revogação da Reforma Trabalhista
– Revogação da Terceirização
– Barrar a contrarreforma da Previdência
– barrar o PDV
Pelo arquivamento do PL 248/2008 e do PL 116/2017;

C) Organizar forum dos servidores nos estados

– convocar reunião ampliada, nos estados, entre funcionalismo publico das três esferas + movimentos sociais + centrais + movimento estudantil + categorias em luta (campanha salarial etc) para construir atividades,  debates e ações nas ruas;

D) indicativivo de greve ou paralisação do funcionalismo público junto com a greve dos metalúrgicos em meados de setembro

E) construir os seguintes materiais:

– jornal nacional para defesa dos serviços públicos e dos direitos sociais demonstrando os ataques  para ser panfletado nas categorias e junto a população (setembro )

– panfleto CONTRA o PDV, as mudanças na licença não remunerada e na avaliação de desempenho  (agosto)

F) construir dia nacional de Luta em Brasília  quando houver votação da Reforma da Previdência

G) Elaborar nova carta para as centrais reafirmando a necessidade de  construção de uma nova Greve Geral no segundo semestre de 2017.

H) Luta pela Auditoria da divida publica com participação popular:
– auditoria nos estados e municípios;
– apoio das entidades para divulgar folheto que aponta esquema financeiro fraudulento, disponível em https://goo.gl/9wbDov;
– participar do trabalho parlamentar que está sendo organizado pela auditoria cidadã da dívida para alertar parlamentares sobre o que está por trás dos projetos que visam aprovar esse esquema fraudulento;
– apoio das assessorias de comunicação das entidades para elaboração de materiais que ajudem a divulgar esse esquema financeiro e seus riscos para os servidores públicos;
– apoio para realização de vídeo explicativo semelhante a Anfip sobre a reforma da previdência;

OUTRAS MEDIDAS
– lutar contra as privatizações;
– mobilizar para audiência  publica sobre o PL de insuficiência de desempenho;
– Lutar pela revogação da reforma do ensino médio;
– não ao fechamento das unidades do Ministério do trabalho;
– campanha nacional unificada contra o assédio sexual e moral no serviço público;
– que as entidades acompanhem os PL que tramitam no congresso sobre a retirada do direito de greve dos servidores públicos;
– orientar a presença na audiência pública sobre o PLS sobre insuficiência de desempenho ( assim que for convocada);
– levantamento das perdas salarias a exemplo do “corrosometro” do SINAL
– ADI pela revogação da EC 29 (apoiar a iniciativa do CNS);
– Lutar por concurso público em todas as áreas e níveis;
– mobilizar contra a reformulação da política nacional de atenção básica.

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