Sindicatos federais filiados à CNTSS/CUT aprovam “estado de greve” a partir de 25/06 se governo não apresentar propostas

Confederação aguarda resposta do governo federal até 20 de junho; servidores federais da CNTSS/CUT marcam nova Plenária Nacional para 03 de julho para discutir possível greve por tempo indeterminado

Escrito por: Assessoria de Imprensa CNTSS/CUT

Os sindicatos dos servidores públicos federais filiados à CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, reunidos em Plenária Nacional na quarta-feira, 17 de junho, em Brasília, deliberaram por entrar em “estado de greve” a partir de 25 de junho caso o governo federal não apresente propostas para a pauta de reivindicações da campanha salarial unificada de 2015. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos dirigentes dos Estados presentes à Plenária: Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Pernambuco e do Distrito Federal.

Em 10 de junho, a Confederação enviou ofício ao secretário de Relações do Trabalho do MPOG – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça, cobrando uma posição oficial para pauta de reivindicações da campanha salarial dos servidores públicos federais. O documento estipula como prazo máximo de resposta a data de 20 de junho. Os dirigentes dos sindicatos federais presentes à Plenária Nacional decidiram que este será o prazo máximo para obtenção do retorno do Ministério.

A CNTSS/CUT tem insistido com os interlocutores do governo federal para obter respostas. Foi acertado também que serão procuradas as demais entidades dos servidores federais para que o processo possa se dar de forma unificada. Uma nova Plenária dos Servidores Públicos Federais da CNTSS/CUT está marcada para 03 de julho, quando será feita uma avaliação e discutida a possibilidade de greve geral por tempo indeterminado.

De acordo com o presidente da CNTSS/CUT, Sandro Cezar, que também participa da Mesa Nacional de Negociação do MPOG, não foi encaminhada até o momento nenhuma proposta às principais reivindicações. Só foram apresentados estudos comparativos, sem que seja tomada qualquer decisão. Apenas questões pontuais como simulações para a cesta de benefícios, auxílio alimentação, creche, transporte e o per capta para planos de saúde foram abordadas, mas não foram oficializadas por documento às entidades.

O presidente da Confederação informou que não aconteceu a Audiência prevista para 10 de junho. “Foi avaliado que os trabalhadores estão com a paciência se esgotando. Há um clima de insatisfação que se amplia não só pela questão da campanha salarial, mas também pelas condições precárias para o trabalho, assim como para garantir melhor atendimento aos usuários dos serviços prestados por estes profissionais”, afirma.

Foi ponderado pelos dirigentes que, mesmo com o cenário de insatisfação crescente, há sempre um grau de dificuldade para mobilização que tem que ser minimizado para que haja adesão expressiva dos trabalhadores caso seja decretada a greve por tempo indeterminado. São situações que as lideranças dos Sindicatos filiados à Confederação deverão dialogar com os trabalhadores de suas bases para construir o processo de greve.

Ficou definido que as entidades filiadas à CNTSS/CUT continuem acompanhando a agenda de mobilização do “Fórum Nacional em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos”, que reúne outras 31 entidades além da Confederação. Os Sindicatos devem participar no dia 25 de junho do “Dia Nacional de Paralisação”, com a orientação de que no INSS – Instituto Nacional do Seguro Social seja atendido somente os casos com agendamentos prévios. Também foi deliberado que os sindicados devem estar atentos ao calendário que estará sendo proposto pela Confederação.

José Carlos Araújo
Assessoria de Imprensa CNTSS/CUT

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