25 de novembro Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher

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25 de novembro é o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, data instituída durante o 1º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe em Bogotá, Colômbia, em 1981. O reconhecimento desse dia se deve à memória das irmãs Mirabal, brutalmente assassinadas na República Dominicana durante o regime do ditador Trujillo, em 1960.
Nossa situação é comum em todas as regiões do mundo. Os índices de violência contra as mulheres são alarmantes, nossa jornada de trabalho é cada vez maior, recebemos em média 30% a menos do que os homens, continuamos sendo as únicas responsáveis pela casa, pela família, pelo cuidado e educação dos filhos, além de ainda estarmos sub representadas nos espaços de poder e decisão.
As relações desiguais entre homens e mulheres e a construção social do gênero feminino como inferior ao gênero masculino sustentam a violência contra as mulheres. Como decorrência desta situação, todas as mulheres estão sujeitas a violência simplesmente por serem mulheres, e, por isso, chamamos de violência sexista.
No mundo, a cada cinco dias de falta da mulher ao trabalho, um é decorrente de violência sofrida no lar. Na América Latina e Caribe, a violência doméstica incide sobre 24% a 50% das mulheres. No Brasil, a cada 4 minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto. As estatísticas disponíveis e os registros nas delegacias especializadas de crimes contra a mulher demonstram que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa e que o agressor é o próprio parceiro. Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.
Segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça, Alagoas é o segundo Estado no ranking de homicídios contra as mulheres. Outro dado alarmante em relação a Alagoas é que 38,47% dos casos de violência tiveram os ex-companheiros como autores. Ainda mais que aqui em nosso Estado as delegacias especializadas são insuficientes para atender a demanda crescente de casos.
Apontamos a necessidade de construirmos um novo modelo de sociedade, onde a valorização do trabalho seja sinônimo de emancipação, e onde as mulheres tenham, além de autonomia econômica, autonomia sobre seus corpos.

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