CNTSS/CUT solicita que PGR investigue denúncias contra gestão Michel Temer em plano de saúde dos servidores federais

Confederação envia petição ao Ministério Público Federal tendo como base texto da Revista Carta Capital; GEAP representa 600 mil associados e movimenta cerca de R$ 4 bilhões ao ano
Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social encaminhou petição à Procuradoria Geral da República solicitando a apuração das graves denúncias de irregularidades na GEAP – Autogestão em Saúde apresentadas em matéria publicada na edição desta semana da Revista Carta Capital sob o título “A GEAP é uma bomba”. Trata-se de entidade de autogestão em saúde dos servidores públicos federais que representa mais de 600 mil associados e movimenta cerca de R$ 4 bilhões ao ano. O material jornalístico expõe uma trama orquestrada por representantes graúdos do governo interino de Michel Temer e de sua base aliada que envolve contrações suspeitas e até mesmo a destituição do presidente da entidade eleito a partir da representatividade dos trabalhadores (veja íntegra da matéria anexada abaixo).

A petição protocolada nesta segunda-feira, 08/08, no Ministério Público Federal é uma iniciativa do presidente da CNTSS/CUT, Sandro Alex de Oliveira Cezar, que tem atuando contra as medidas arbitrárias tomadas pelo governo federal interino e que colocam em risco o patrimônio dos servidores públicos federais. A Confederação tem dado assistência aos trabalhadores e dialogado com órgãos competentes para ver solucionada a crise institucional criada no governo Temer. De acordo com Sandro Cezar, a medida tomada por ele tem por objetivo “apurar a responsabilidade dos agentes que deram causa aos possíveis prejuízos a este patrimônio dos trabalhadores do serviço público federal e à União Federal”.

A CNTSS/CUT representa trabalhadores do Ramo da Seguridade Social – das áreas da Saúde, Assistência e Previdência Social – e tem em vários Estados sindicatos afiliados dos servidores públicos federais que estão sendo prejudicados pelas decisões tomadas contra a GEAP. A primeira medida adotada pelo atual governo, ainda em 18 de maio, foi a destituição do presidente da GEAP. O Ofício encaminhado pela Casa Civil, assinado por Eliseu Padilha, declarava nulos os atos praticados pelo Conselho Gestor da GEAP a partir de 27 de abril. Desta forma, Irineu Messias de Araújo, dirigente de Sindicato filiado à CNTSS/CUT, foi substituído no cargo de presidente ao mesmo tempo em que as mudanças estatutárias e tudo que foi aprovado pelo Conselho de Administração tornaram-se desconsiderados.A partidarização da entidade pelo governo federal é considerada extremamente prejudicial pelos trabalhadores. Um trabalho de recuperação financeira vinha sendo realizado pelo Conselho da Entidade a partir da gestão dos trabalhadores. Este grupo havia se manifestado contrário aos contratos realizados em 2015, sob a gestão de aliados de Temer, por considerá-los prejudiciais aos interesses dos servidores e seu patrimônio. Trata-se da terceirização de serviços de assistência jurídica que vinha sendo desenhada desde 2014. Tentando reverter a sua destituição do cargo e demais medidas prejudiciais aos trabalhadores, Messias foi ao STJ – Superior Tribunal de Justiça, em 23 de junho, e entrou com um mandato de segurança contra o chefe da Casa Civil. Enquanto a decisão não é tomada pelo ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Filho, Messias retomou seu posto no Conselho da GEAP.

Veja a petição enviada ao Ministério Público Federal:

 

Clique aqui e veja a matéria da Revista Carta Capital:

Print Friendly

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *