CNV terá um capítulo específico sobre repressão, tortura e morte de trabalhadores durante a Ditadura Militar

CUT reivindicou e Dilma determinou a criação do grupo temático que vai levantar dados sobre todo tipo de violação aos dirigentes sindicais entre 1964 e 1985

06/02/2013 – Escrito por: CUT Nacional

Todas as violações aos trabalhadores brasileiros praticadas entre os anos de 1964 e 1985, período do golpe e da Ditadura Militar brasileira, constarão do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) que será entregue à presidenta Dilma Rousseff em maio de 2014.

A reivindicação para que a CNV tivesse um capítulo sobre os trabalhadores  perseguidos, torturados, desaparecidos e mortos pelo Regime Militar foi feita pelo secretário Nacional de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney, à presidenta Dilma Rousseff durante audiência realizada nesta terça-feira (5), em Brasília, com parte da Executiva Nacional da Central.

 

Dilma, segundo Solaney, atendeu de pronto a reivindicação por entender que esse é um capítulo fundamental da história do Brasil e que deve constar do relatório final. “Ela fez, inclusive, uma breve consideração sobre o golpe, dizendo que a ditadura não distinguiu quem era trabalhador, se era preto, branco, estudante etc. Quem combateu o regime, disse a presidente, sofreu as bárbaries da ditadura, foi torturado, morto, perseguido”, contou o secretário.

Solaney explicou que um grupo de trabalho será criado para  fazer o levantamento sobre as violações praticadas contra trabalhadores e líderes sindicais e que estes dados constarão do relatório final da CNV. “Isso”, disse o dirigente, “vai contribuir para o resgate, a memória da luta desses trabalhadores durante um dos períodos mais conturbados, violentos e tristes que o País viveu”.

Ainda durante a reunião com a CUT, a presidenta determinou que o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Brizola Neto, que estava presente, marcasse uma reunião com Rosa Cardoso, integrante da CNV, para que seja instalado do grupo de trabalho que vai levantar dados sobre o que aconteceu com os representantes dos trabalhadores no período da ditadura.

No final da audiência com Dilma, Solaney conversou com o ministro Brizola Neto e agendou reunião com a Rosa Cardoso para tratar da criação do grupo temático que vai acompanhar, estimular e contribuir no levantamento de dados para o completo resgate da memória dos trabalhadores perseguidos, mortos e desaparecidos durante a ditadura militar.

Para Solaney este resgate é de fundamental importância, afinal, concluiu o dirigente: “O golpe foi especialmente antioperário, anticamponês. E a CUT que combateu o golpe e lutou pela redemocratização do país quer que o relatório seja o mais completo possível”.

Também participaram da audiência com a presidenta Dilma o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República e seu assessor especial José Lopez Feijóo

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