CUT entrará com ADIN contra o Decreto nº 7.777, que prevê a substituição dos servidores federais em greve

Central conclama as entidades cutistas a fortalecerem a greve e a reafirmarem junto às bases posição contrária ao decreto

A greve dos servidores públicos Federais por reajuste salarial e pelo Plano de Cargos e Salários está cada dia mais forte e vai continuar ganhando mais adesões, até que o governo apresente uma contraproposta que possa ser analisada pela categoria.

Isso faz parte do processo de negociação e não vamos abrir mão desta conquista democrática, apesar das medidas duras que o governo vem tomando, como o decreto antigreve e o corte de pontos, que só contribuíram para aumentar o conflito e nos colocar em posição de embate. E, como a história já comprovou, a CUT é a Central mais experiente e preparada para este tipo de luta.

Nossa resposta será dura. Além de fortalecer a greve, até o fim desta semana, junto com todas as entidades que representam os servidores públicos Federais, vamos entrar na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra o Decreto Governamental nº 7.777, que prevê a substituição dos servidores públicos Federais em greve por servidores Estaduais e Municipais.

Solicitamos a todos os dirigentes das CUTs Estaduais que dialoguem com suas entidades de base, se posicionem claramente contra este decreto autoritário e prejudicial a todos os trabalhadores, especialmente, os Estaduais e Municiais que têm remuneração menor e podem ser obrigados a substituir os companheiros dos órgãos Federais sem nenhum adicional.

Vamos utilizar todos os nossos meios de comunicação – sites, jornais de sindicatos, e-mail, rádios comunitárias, conversas nos locais de trabalho e redes sociais (twitter e facebook) para dialogar com os nossos companheiros servidores dos Estados e Municípios para que se  recusem a cumprir este papel.

Precisamos consolidar a construção classista dos servidores públicos das três esferas de governo e mostrar para o governo Federal que o caminho para terminar com a greve é o diálogo, a negociação e o acordo.

Sérgio Nobre – Secretário-Geral da CUT Nacional

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