Defender a democracia para avançar em direitos

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O Brasil vive um momento bastante complexo e delicado. A crise internacional está impactando a economia do nosso país; os casos de corrupção são parte constituinte de um sistema político que se esgotou; e a direita, derrotada nas últimas quatro eleições presidenciais, unificou-se e está pronta para golpear a democracia. Reflexo deste cenário são as grandes manifestações ocorridas na última semana, nas quais os diferentes interesses de classe se expressaram nitidamente nas ruas.

No dia 13 de março, a CUT convocou e realizou, em conjunto com diversos movimentos sociais, grandes manifestações em todo país, com destaque para SP. Dia 15 foi a vez da grande mídia, grupos de direita e dos partidos conservadores (ainda que de maneira oculta), convocarem suas manifestações. Foram dias que explicitaram fortemente que há dois projetos em disputa em nosso país, sem meio termo. De um lado os/as que sempre lutaram pela democracia, por mais direitos para os trabalhadores/as e por reformas estruturais. De outro, os/as defensores do neoliberalismo, conservadores, e que flertam com o golpismo.

Fato é, também, que dia 15, ao lado dos golpistas, corruptos, corruptores, empresários sonegadores, e torturadores da ditadura, caminharam também algumas pessoas bem intencionadas, incomodadas com a corrupção e com a situação geral do país. Bastante minoritárias nas ruas, mas presentes com maior peso nas redes, essas pessoas refletem a situação de uma crescente sensação de insatisfação popular, decorrida de um forte bombardeio midiático contra o governo, mas também, a necessidade de que o mesmo, após mais de 12 anos no poder, avance em direitos e nas reformas estruturais, como a reforma política, tributária e a democratização da mídia; para avançarmos a revolução democrática não há outra saída a não ser enfrentar estas demandas urgentes da sociedade brasileira.

A situação econômica que passamos é reflexo da crise internacional, mas é imperativo também que no Brasil os/as trabalhadores/as não paguem a conta. Taxar grandes fortunas e heranças, assim como adotar medidas que responsabilizem também as empresas no combate à rotatividade são saídas que sinalizam uma escolha política para o lado de quem elegeu este governo.

Mudar o sistema político brasileiro é urgente. Incluir cada vez mais o povo diretamente nas decisões e colocar fim no financiamento empresarial de campanha são medias imprescindíveis para combater radicalmente a corrupção.

As trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros demonstraram novamente nas ruas que têm energia e que estão com disposição para a luta social. Nossa tarefa mais do que nunca é dialogar, manter e ampliar a unidade de um bloco de movimentos sociais em defesa da democracia, da liberdade, dos direitos e contra a corrupção. Devemos fazer a disputa das mídias e das redes com todas nossas ferramentas, e ocupar as ruas, que é o nosso lugar por excelência.

No próximo dia 31 de março, em que o Golpe militar completará 51 anos, convocamos todos e todas para organizarem em seus estados plenárias dos movimentos sociais em defesa da democracia. Vamos dialogar, construir a unidade entre os movimentos e organizar a militância social.

Estaremos ocupando as ruas novamente em 07 de Abril para combater o retrocesso que o congresso nacional quer impor a classe trabalhadora brasileira aprovando o PL 4330, que acaba com os direitos trabalhistas, projeto esse apresentado pela bancada empresarial no congresso nacional. Será o próximo passo que daremos nessa nossa jornada em defesa firme da democracia. É só na democracia que temos condições de lutar para ampliar direitos da classe trabalhadora.

Mais Democracia, Mais direitos e Contra a corrupção.

Alfredo Santos Jr – Secretário Nacional de Juventude da CUT

Daniel Gaio – Diretor Executivo da CUT

Rosana Fernandes – Diretora Executiva da CUT

Rosane Silva – Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT

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