Delegação do SINDPREV-AL participa do 12º CONCUT, em São Paulo

Uma delegação expressiva do SINDPREV-AL esteve presente no 12º Congresso Nacional da CUT (Concut), realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. A abertura solene do Concut aconteceu no dia 13 de outubro.

O Congresso teve como tema ‘Educação, Trabalho e Democracia. Direito não se reduz se amplia’ e contou com a participação de 3.500 pessoas. O Concut contou também com delegações vindas de todos os estados brasileiros e do Exterior. Representantes sindicais, movimentos sociais, federações e Organizações como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes) e CMP (Coordenação dos Movimentos Populares), Marcha das Margaridas, Marcha da Classe Trabalhadora, Sindicatos, Marcha das Mulheres Negras entre outros.

A bancada do SINDPREV-AL foi a seguinte no Concut: Lúcia Maria, Célio dos Santos, Cícero Lourenço, Olga Chagas, Alessandra Rocha, Luciano Farias, Francisco Mata, Maria José, Eleutério, José Maria Nunes e Edângela

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A diretora Olga Chagas fez um relatório do Congresso. Veja abaixo:

A 12ª edição do Congresso Nacional da CUT (CONCUT) que teve como tema: Educação, Trabalho e Democracia. Direito não se reduz, se amplia deu-se início n terça feira (13/10/15), no Palácio de convenções de Anhembi em São Paulo e contou com a participação de cerca 3.500 pessoas entre delegados e convidados, com delegações vindas dos estados brasileiro e do Exterior. Representantes sindicais, movimentos sociais, federações e Organizações como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes) e CMP (Coordenação dos Movimentos Populares), Marcha das Margaridas, Marcha da Classe Trabalhadora, Sindicatos , Marcha das Mulheres Negras entre outros.

O SINDPREV-AL se fez presente neste evento levando também a sua importante contribuição nas discussões, nos debates, planárias, intervindo quando necessário. Momento impar para todos nós que estivemos frente a frente com personalidades históricas como o ex Presidente Lula, Ex Presidente do Uruguai Pepe Mujica e a Presidenta Dilma. Os discursos inspirados pelos palestrantes em defesa da democracia deram à tônica aos debates, tanto quanto nos motivou a erguer nossas bandeiras de lutas frente ao cenário político orquestrado por uma direita golpista que ameaça a democracia brasileira. Com muita disposição de luta e enfrentamento, os trabalhadores e trabalhadoras mostraram pra que vieram e mostraram saber exatamente de qual lado estão.

O Presidente Nacional da CUT Vagner Freitas, foi um dos primeiros a destacar que o momento é de o governo virar o jogo: “Precisamos sair juntos da crise, esse é o papel da sociedade civil organizada. É preciso virar a página desse terceiro turno no Brasil.” Numa breve avaliação ressaltou ainda as lutas da CUT durante o seu mandato.  Apontou a Marcha das Margaridas de 2015, que reuniu mais de 100 mil mulheres em Brasília, o combate ao PL 4330 (projeto de lei da terceirização sem limites) e falou sobre a defesa da democracia: “incomodamos tanto que estão querendo destruir a dignidade da classe trabalhadora”.

A Presidenta Dilma em seu discurso disse: “Há uma busca incessante da oposição de encurtar seu caminho ao poder, de dar um salto e chegar ao poder fazendo um golpe”. Ressaltou também: “setores conservadores com os grandes meios de comunicação conspiram minar sua gestão”. “Envenenam a população todos os dias nas redes sociais e na mídia e o pior é que espelham o ódio e a intolerância, sentimentos estes que não são características do povo brasileiro”. Ao dizer que a hora é de unir forças, combater o pessimismo e a intriga política, Dilma desafiou. “Quem tem força moral, reputação ilibada ou biografia limpa o suficiente para atacar minha honra”?

O Ex presidente Lula classificou a intervenção de Dilma como um divisor de águas e, para ele, a presidenta assumiu a postura de quem foi escolhida por 55 milhões de brasileiros. Lula tratou ainda o papel de protagonismo que o Brasil possui para fazer com que a América do Sul tenha um papel de relevância no mundo.

“Nunca houve um acúmulo de eleição de gente de esquerda e comprometida com os trabalhadores como nos últimos 15 anos na nossa querida América do Sul. Acho que é exatamente por isso que estamos vivendo esse momento de enfrentamento. Acho que o destino da América do Sul está definitivamente ligado à capacidade que o Brasil tem de juntar seus parceiros e construir uma política conjunta sul-americana.” Porém, o ex-presidente cobrou que Dilma vire a chave da política econômica, de um modelo de corte, para outro de crescimento e geração e emprego.

Pepe Mujica um dos maiores populares presidentes da América do Sul na história, falou sobre a dificuldade de enfrentar uma burguesia débil e ignorante, mas reforçou que o antídoto para isso é a unidade, sem que isso signifique vender princípios em troca de governabilidade.

“É preciso unidade para governar, mas isso não significa hipotecar a pátria. Significa construir uma casa que nos proteja à todos. Eu sei, brasileiros, que vocês estão passando por um momento difícil. Mas eu aprendi algo durante a minha vida: a luta que se perde, é a que não se luta!”

Outro desafio é combater a sedução de tornar-se o que se combate. “Os trabalhadores não podem deixar que a cultura burguesa os iludam. A verdadeira pobreza é gastar a vida preocupado em viver acumulando, acumulando, acumulando e acumulando. Companheiros da CUT, temos que lutar por salários melhores, mas sem se iludir com a cultura burguesia.”

 

Na 12ª edição do Congresso Nacional da CUT, também contou com a participação de representantes de 72 países, que teve como tema no seminário internacional o fim da discriminação racial do mundo, trazendo como proposta dar visibilidade ao tema e, ao mesmo tempo, promover o respeito entre todos os povos em busca dos direitos humanos e liberdades fundamentais aos afrodescendentes.

 

Uma das representantes da comunidade afrodescendente Maria Julia Nogueira, fez um alerta para o extermínio da juventude negra do Brasil. “Os jovens negros têm sido exterminados nas periferias. Sabemos também que a discriminação se dá principalmente no mundo do trabalho onde as mulheres negras sofrem dupla discriminação, por serem mulheres e negras”, afirmou.

Do continente africano, a vice-presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), Maria Fernanda Carvalho, também expressou indignação, falou sobre o fim do apartheid e disse ser necessário acabar com este modelo de segregação, que muitas vezes ocorre de forma subjetiva. “Abaixo o racismo! Sou descendente de uma raça que foi discriminada, entretanto, jamais aceitarei ser discriminada!”

 

Foram 4 dias de trocas de experiências , aprendizados e sobretudo de unicidade entre todos os participantes, que mesmo diante das divergências políticas , das correntes políticas e ideologias tinham em comum a defesa da Democracia e o enfrentamento a intolerância e o ódio marcado pela tentativa de golpe em curso pela Direita.

Retornamos aos nossos rincões renovados pela força das lutas da classe trabalhadora e motivados pela resistência de homens e mulheres que compõem o cenário das conquistas do povo brasileiro.

Por Olga Chagas.

Estiveram Presentes neste 12 º Congresso os diretores:

Lúcia Maria, Célio dos Santos, Cícero Lourenço, Olga Chagas, Alessandra Rocha, Luciano Farias, Francisco Mata, Maria José, Eleutério, José Maria

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