‘Gestão de Vilela é cínica, irresponsável e cara de pau’, diz Sindprev

Servidores da Saúde criticam governo por ausência de negociação

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev), Cícero Lourenço, classificou a atuação do Poder Executivo de cínica, irresponsável e de cara de pau. Há mais de seis meses, servidores do nível médio e técnicos que trabalham na Saúde do Estado esperam a abertura de uma mesa de negociação com o governo. Cansados, os servidores do Hospital Geral do Estado (HGE) realizam, na manhã desta quarta-feira (13), nova mobilização à porta da unidade para chamar a atenção da sociedade e, principalmente, do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

A classe não pede apenas reajuste salarial, mas, também, melhores condições de atendimento nas emergências mantidas pelo governo do Estado. “Saiu secretário, entrou um novo gestor e as negociações não andam. É impressionante. Essa gestão não tem compromisso com o servidor público. É muita cara de pau vender uma verdade na televisão que não existe para os alagoanos. É puro cinismo”, lamentou Lourenço.

Há duas semanas, os mesmos servidores fizeram uma mobilização em frente ao HGE. Diante do protesto, a Secretaria de Saúde do Estado ensaiou uma reação e prometeu abrir as negociações, mas, até agora – segundo o Sindprev – não houve nenhuma proposta do governo. De posse de imagens que retratam as péssimas condições de trabalho no interior do HGE, Santa Mônica e o do mini pronto-socorro João Paulo II a classe pede urgência nas reformas.

A instalação de uma mesa de discussão do Serviço Único de Saúde (SUS) – para apontar as carências – será colocada na proposta. Nacionalmente, muitos estados possuem há anos a negociação.

Faltam mais de mil profissionais

Os servidores alertam que o último concurso da Saúde foi realizado em 2002. Devido a isso, o déficit de profissionais ligados chega a mais de mil. O Sindprev pretende – além de solicitar reajuste salarial – cobrar urgentemente a realização de concursos. “Falta compromisso do Executivo. Nosso estado é federalizado e, mensalmente, milhões de recursos chegam. Entretanto, pergunto: onde está todo esse dinheiro? A saúde, educação e segurança pública vivem em completo caos nunca presenciado. Essa realidade precisa mudar”, alertou o presidente do Sindprev.

Na primeira quinzena de abril, servidores da saúde, educação e segurança pública preparam um grande ato contra o governador. De acordo com o Sindprev, a situação é caótica e, em muitos momentos, a gestão de Vilela lembra, infelizmente, o pior momento vivido pelo servidor público no governo Suruagy, em 1997. “À época, Vilela fazia parte da gestão fracassada de Suruagy. Era um governo de quatro mãos que assistia, apenas, os usineiros. O que mudou nessa gestão?”, questionou o sindicalista.

 

Matéria retirada do Portal Gazeta Web

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