Marcha das Mulheres Negras contra o racismo realiza evento hoje no Orákulo

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O Comitê Estadual Impulsor da Marcha das Mulheres Negras contra o racismo, a violência e pelo bem viver promove, na próxima quarta-feira, dia 28, a partir das 18hs, no Orákulo Choperia, situado na Praça Rayol, em Jaraguá, a Kizomba das Mulheres Negras de Alagoas. O evento é uma celebração com vários artistas locais que tem como objetivo principal captar recursos para suprir as necessidades de alimentação e hospedagem para as mulheres que irão representar Alagoas na Marcha, no dia 18 de novembro, em Brasília.

Ao todo serão quatorze (14) atrações entre grupos afros e artistas que irão se apresentar de forma voluntária, nos palcos montados na praça Rayol e no Orákulo, com a renda revertida para as despesas da viagem. Os ingressos custam R$ 20,00, e os duzentos primeiros compradores terão direito a uma camisa. Estão à venda no Neab\Ufal (praça Sinimbu – Centro) e com os organizadores do evento. Mas também poderão ser comprados na hora, no local da festa.

A festa vai acontecer em dois espaços: A partir das 18hs, concentração em frente ao Orákulo com apresentação dos grupos Afoxé Povo de Exu, Coletivo Afro Caeté, Afoxé Ojo Omim Omorewá, Afro Mandela, Afro Zumbi e Afro Afoxé. No palco interno do Orákulo, estarão se apresentando Segura o Coco, Mel Nascimento e Malacada e Grupo Cadência. Em seguida, o show fica por conta de Igbonan Rocha e Samba de Nego, com as participações de Carla Araújo, Luana Costa, Ismair Martins e Janaina Martins.

 

A Marcha

 

A Marcha das Mulheres Negras é uma iniciativa de articular organizações de mulheres negras brasileiras, assim como outras entidades do Movimento Negro e de todo tipo de organização que apoie a equidade sócio-racial e de gênero. Segundo Fátima Viana, integrante do Comitê Impulsor estadual, as mulheres negras somam 49 milhões, ou seja, 25% da população brasileira. “São pessoas que vivenciam a face mais perversa do racismo e do sexismo por serem negras e mulheres”, afirma.

De acordo com a ativista, mesmo diante de um quadro de mobilidade social pela via do consumo, percebido nos últimos anos, as estruturas de desigualdade de raça e de gênero mantêm-se por meio da concentração de poder racial, patriarcal e sexista, alijando as  mulheres negras das possibilidades de desenvolvimento e disputa de espaços como deveria ser a máxima de uma sociedade justa, democrática e solidária.

A Marcha das Mulheres Negras pretende denunciar a discriminação e a violência que atingem marcadamente a população negra, assim como a falta de políticas públicas, o racismo institucional e o extermínio da juventude negra. “Também estamos em marcha pela efetivação da política integral da população negra e por mais creches nos municípios”, concluiu.

Fonte: Comitê Impulsor da Marcha das Mulheres Negras em Alagoas

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