Maternidade Santa Mônica permanece superlotada, mas com atendimentos

A unidade suspendeu auxílios na última sexta-feira devido a falta de condições de trabalho.

 

Após passar quase um dia inteiro de portas fechadas, a Maternidade Escola Santa Mônica, maior maternidade de Alagoas, permanece superlotada. De acordo com os funcionários do hospital, os 75 leitos disponíveis estão ocupados por gestantes ou pacientes que já passaram pelo parto.

Maternidade Santa Mônica, em Maceió, tem todos os 75 leitos ocupados por pacientes (Foto: Gazetaweb)

A assessora de comunicação da maternidade, Eldiza Santos, afirmou que a unidade poderá fechar novamente, mas apenas numa situação extrema. “Apesar de termos todos os leitos ocupados, o atendimento está fluindo, a recepção não está cheia, não há pacientes nos corredores, e todos os casos estão sendo encaminhados para unidades com vagas disponíveis”, informa Eldiza.

Ainda segundo a assessora, o sistema que regula o encaminhamento de pacientes ou a permanência das mesmas no hospital, o chamado Cora (Complexo Regulador da Assistência), está funcionando bem e por isso o atendimento está correndo sem maiores problemas.

Quanto ao episódio da última sexta-feira (8), quando a maternidade fechou as portas e não recebeu novos atendimentos, a assessoria alegou que foi uma situação atípica e que, além da superlotação, o tumulto gerado pela revolta das famílias por conta da longa espera por atendimento motivou a suspensão dos auxílios. “Familiares de pacientes ficaram revoltados e alguns dos funcionários foram ameaçados de agressão. Falamos com o Conselho de Medicina de Alagoas (CREMAL) e recebemos orientação para fecharmos as portas”, concluiu Eldiza.

Quando entrevistados pela redação Gazetaweb, funcionários e plantonistas da maternidade afirmam que há falta de estrutura, de material básico e de espaço físico útil, expondo a riscos as pacientes e os médicos, que trabalham em condições extremas.

 

Matéria retirada do Portal Gazeta Web.

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