Maternidade Santa Mônica reabre apenas para casos de alto risco

Diretora do hospital, Rita Lessa, orientou pacientes de casos menos graves a procurar outras unidades médicas

G1 10 Março de 2013 – 11:17

A Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió, reabriu suas portas na tarde deste sábado (9), mas apenas para as pacientes consideradas de alto risco. O atendimentro foi retomado após o hospital ter paralisado suas atividades na noite da última sexta-feira (9), sob alegação dos funcionários que denunciaram a falta de condições de trabalho. A informação foi confirmada pela diretora do hospital, a médica Rita Lessa.

Maternidade Santa Mônica teve suas portas fechadas mais uma vez na noite de sexta-feira

 

A diretora também orientou que as pacientes com quadros considerados menos graves procurem outras unidades médicas para receber atendimento. Segundo Rita Lessa, a paralisação aconteceu porque os corredores da maternidade estavam lotados de gestantes aguaradando atendimento.

“Como nós conseguimos regularizar a situação e atender a grande maioria durante a madrugada e esta manhã, decidimos reabrir nossas portas. Mas isso não quer dizer que paramos de funcionar durante esse período, pois aquelas gestantes em quadros críticos que chegaram aqui durante a madrugada receberam atendimento”, explicou a diretora.

Apesar da reabertura, Rita Lessa alertou que todos os leitos continuam preenchidos, bem como as poltronas e algumas áreas dos corredores, onde gestantes esperam atendimento em colchões. “Antes não cabia mais ninguém, mas agora já conseguimos remediar a situação”, completou a Rita Lessa.

Entenda o caso

A tentativa de agressão a uma médica que integra o quadro de servidores do Hospital Santa Mônica e a falta de condições de trabalho foram o estopim para que a principal maternidade do estado fechasse as portas novamente na tarde desta sexta-feira (8). Segundo os funcionários, nem os casos de urgência serão atendidos na unidade de saúde que é especializada em parto de risco.

“Do jeito que a maternidade está não há como manter os trabalhos de forma adequada. Por muito pouco, hoje, uma médica obstetra não foi agredida pelo marido de uma gestante que não compreende que a limitação não são dos funcionários, mas da estrutura do hospital”, falou a médica Goretti Praxedes.

 

Matéria retirada do site Tribuna Hoje.

 

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