Morosidade do governo não enfraquece a luta dos servidores públicos federais

Nesta terça-feira (31), Dia Nacional de Luta, mais de cinco mil trabalhadores marcharam na Esplanada do Ministérios, com paradas estratégicas nos ministérios do Planejamento, Fazenda e Educação.

Escrito por: Secretaria de Comunicação da CUT-DF

Mesmo com o anúncio de que o governo mais uma vez não negociaria, no prazo estabelecido por ele mesmo, a CUT-DF e os sindicatos de base foram as ruas exigir que os servidores públicos federais tenham melhores salários e condições de vida.

Nesta terça-feira (31), Dia Nacional de Luta, mais de cinco mil trabalhadores marcharam na Esplanada do Ministérios, com paradas estratégicas nos ministérios do Planejamento, Fazenda e Educação. Outras centrais sindicais também participaram do ato.

Os manifestantes cobraram a aberturas dos cofres públicos para o atendimento emergencial da pauta de reivindicação do funcionalismo. Centenas de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra se uniram ao ato para fortalecer a luta e aproveitaram para cobrar a implementação da Reforma Agrária.

A estratégia do governo tem sido colocar a culpa do desinteresse em negociar na crise financeira internacional. Por outro lado, recentemente foi anunciada a concessão de mais de R$ 2 bilhões em isenção de impostos para o setor automobilístico. Também são frequentes os anúncios de pacotes de incentivo à indústria, ao mesmo tempo em que o governo endurece as ações contra a greve do serviço público, determinando corte de ponto e publicando decretos inconstitucionais de substituição de servidores, uma ação no mínimo antigrevista.

“Ao invés de negociar de forma séria com quem faz o Brasil crescer, o governo fica protelando. Por isso a Central Única dos Trabalhadores do DF está nas ruas hoje e estará em todos os lugares para defender a luta dos trabalhadores, seja do setor rural ou urbano, público ou privado, pois são os trabalhadores que fazem esse País”, discursou o presidente da CUT-DF durante a marcha desta terça-feira.

O Dia Nacional de Luta foi forte em todo o País. No Rio de Janeiro, por exemplo, cerca de 10 mil pessoas se reuniram para engrossar a luta em defesa do funcionalismo público.

Segundo documento expedido pelo ministério do Planejamento, as reuniões de negociação com o setor público só serão agendadas a partir do dia 13 de agosto. O Executivo tem só até o dia 31 de agosto para enviar propostas com previsão orçamentária ao Congresso Nacional.

Sindprev/DF garante liminar contra corte de ponto
No final da tarde dessa segunda-feira, 30, a Justiça determinou por liminar que o ponto dos servidores em greve não deve ser cortado. De acordo com o diretor do Sindprev-DF, João Torquato, o contracheque dos trabalhadores que tiveram ponto cortado devido a adesão ao movimento grevista será recolhido para que o juiz determine o pagamento dos valores. “Ainda não sabemos como será feito este pagamento, se por folha complementar ou outra forma”, afirmou.

O Sindsep-DF também garantiu por liminar o direito á greve sem corte de ponto. Na Universidade de Brasília – UnB, o reitor, José Geraldo Júnior, também garantiu que o ponto dos servidores técnico-administrativos não será cortado, assim como a maioria dos reitores das universidades públicas federais.

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