Mulheres fazem ato público em comemoração ao Dia 8 de março

andreia

Atividades prosseguem durante todo o mês de março, com palestras, Roda de Conversa e seminários.

A passagem do dia 8 de maço, Dia Internacional da Mulher, comemorado neste sábado, foi lembrada no Estado com atos públicos, durante todo o dia de ontem, organizados pela Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL) e suas entidades filiadas, em conjunto com os movimentos sociais: de mulheres, sem-teto, Movimento por Moradia, entre outros e contou cm a presença do deputado  Judson Cabral (PT), único parlamentar no evento.

Segundo a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUTAL) e integrante da Marcha Mundial das Mulheres, Amélia Fernandes, as  atividades vão se estender durante todo o mês de março, com uma programação variada, que vai de Roda de Conversa, a palestras e seminários educativos que terão temas variados.

As mulheres ativistas alagoanas se concentraram no Calçadão do Comércio, em frente ao antigo Produban e realizaram um ato público, com batucada, seguindo em caminhada pelas ruas do Centro de Maceió.  No ato público, lembraram que a campanha deste ano teve como tema: “Liberdade, Igualdade e Autonomia”, direitos que costumam ser violados nos locais de trabalho, no próprio lar e na sociedade e distribuíram cartilhas e panfletos para quem passava no local.

Segundo Amélia Fernandes, o dia 8 de março é um dia histórico, em que as mulheres do mundo inteiro se reúnem para fazer uma reflexão sobre a sua condição na sociedade e sobre quais as políticas necessárias para promoverem a qualidade de vida delas.

“A questão da violência contra a mulher que vem aumentando, políticas públicas da saúde; da educação, igualdade de oportunidades, ocupação dos espaços de poder, para mudar a sociedade na lógica feminina da mulher, que vem sofrendo preconceito só pelo fato de ser mulher, entre outros temas”, observou.

Segundo os dados distribuídos na cartilha para comemorar o 8 de março, a pesquisa Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil, coordenada pela técnica de Planejamento e Pesquisa do Instituto Leila Posenato Garcia, apresentada na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, na última semana de fevereiro, Alagoas está em terceiro lugar no ranking da violência.

Os dados do documento indicam que  o Espírito Santo é o estado brasileiro com a maior taxa de feminicídios, 11,24 a cada cem mil, seguido por Bahia (9, 08) e Alagoas (8,84). A região com as piores taxas é o Nordeste, que apresentou 56,9 casos a cada 100 mil mulheres.

Depois das falas das lideranças e também do deputado Judson Cabral (PT) as mulheres saíram pacificamente em caminhada pelas ruas do Comércio,  segundo Amélia Fernandes,  com o objetivo de dialogar com a sociedade  sobre a importância do 8 de maço “e junto com a Secretaria da Mulher da CUT e Marcha das Mulheres,  realizar uma programação até o dia 30 de março, com Roda de Conversa com mulheres, com o tema Combate à Violência, em Maceió e Arapiraca, diversos bairros, participação do Encontro de Trabalhadoras do Sinteal; Seminário de Formação da Marcha das Mulheres, na Barra de São Miguel, entre outras atividades”, explicou.

Maria Justino é do Movimento por Moradia e estava participando do ato público em comemoração ao 8 de março, acompanhada da mãe, dona Luzia Maria, 65 anos, e da filha, Patrícia, uma adolescente de 16 anos. Ela contou à reportagem que está no movimento  com o objetivo de ganhar uma casa.

“Estou aqui com minha mãe e minha filha, participando dessa luta, porque acho importante; a mulher é forte e precisa se dá valor, minha filha. Na minha casa eu trabalho como diarista, minha mãe é aposentada rural e sustento minha filha, que está atrasada no estudo”, disse ela.

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