Servidores da saúde paralisam atividades em todo Estado

Apenas um terço do funcionalismo está ativo, segundo sindicato

Os servidores da saúde de Alagoas paralisaram as atividades em todas as unidades hospitalares, nesta quinta-feira (5), no Estado. Estão de braços cruzados os agentes de saúde do Hospital Geral do Estado (HGE), Maternidade Escola Santa Mônica, Hospital Escola Hélvio Auto, Hospital Psiquiátrico Portugal Ramalho, Hemocentro de Alagoas (Hemoal), Unidade de Emergência do Agreste, Hospital Ib Gatto Falcão, mini pronto de socorros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um terço do funcionalismo está ativo.

Durante a manhã, a categoria realizou mais um ato de protesto em frente a Maternidade Santa Mônica, no Poço. Os manifestantes, encampados pelo Sindicato da Seguridade Social (Sindprev), protestam contra a aprovação de um Projeto de Lei que incorpora um terço da Gratificação Por Função (GPF). Segundo com o vice-presidente do Sindprev Célio Santos, a categoria não aprova o projeto pois não atende às reinvidicações da classe trabalhadora. “Nós estamos lutando para a incorporação integral da GPF. Desde 2009 recebemos esta gratificação, e a retirada dos valores irá melhor com toda estrutura financeira do servidor”, disse.

De acordo com o vice-presidente, o valor da gratificação varia entre R$250 a R$500. “Com a aprovação deste projeto, os servidores irão perder o restante da quantia paga em gratificação”, explicou Célio Santos. Enfermeiros, técnicos da área da saúde e demais agentes administrativos reivindicam progressão de carreira, melhores condições de trabalho e reajutes salariais.

O vice-presidente afirmou que a categoria pode deflagrar greve geral ainda esta semana. Os servidores irão se reunir em assembelia nesta quinta-feira para definir e deliberar sobre os novos rumos das manifestações.

A secretaria de Estado da Saúde divulgou material sobre a aprovação do projeto que fixa valores dos subsídios dos profissionais da saúde. Segundo a Sesau, a proposta foi elaborada nos termos acordados entre os representantes dos servidores de cada categoria, o Governo do Estado e o AL Previdência.

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