Sindicatos preparam jornada de lutas contra o Governo do Estado

Atos públicos querem chamar a atenção para o descaso com a saúde, a educação e a segurança em Alagoas

 

16/04/2013

Os Central Única dos Trabalhadores (CUT ) e alguns sindicatos filiados do campo e da cidade darão início, na próxima quinta-feira (18), a um jornada de lutas contra o Governo de Alagoas com o objetivo de chamar a atenção da população para o descaso do poder público com as áreas da educação, saúde e segurança no Estado.

O ato do próximo dia 18 terá concentração às 9h, na Praça Sinimbu, de onde o grupo deve seguir em caminhada ao Palácio República dos Palmares, no Centro de Maceió. Além desse ato, outros dois também estão previstos para acontecer na capital, um no dia 26 de abril e o outro no dia 1° de maio.

Para a presidente da CUT, Amélia Fernandes, o estado de Alagoas encontra-se numa situação caótica desde 2006,quando foi iniciado o governo Teotonio Vilela Filho e, consequentemente, o descaso para com o serviço público.

“Nós vivemos hoje um período crítico onde há um processo de desmonte do serviço público. A situação hoje é alarmante em todas as áreas. Na saúde, vivemos um clima de guerra, onde os pacientes ficam espalhados pelos corredores; na educação, assistimos às reformas que se arrastam e impedem o início do ano letivo, enquanto na segurança vivemos hoje um dos piores momentos da história”, destaca Amélia Fernandes.

Ela lembra que há nove meses foi implantado o programa Brasil Mais Seguro, que prometia ações efetivas de combate à criminalidade no Estado e que, no entanto, até agora nada mudou.

“Há nove meses estamos acompanhando essas ações e até agora os resultados não apareceram. É uma gestação, sendo que o Estado ainda não pariu. O que temos são os presídios lotados, delegacias sendo fechadas e os policiais impedidos de realizar seus trabalhos por falta de estrutura. A média do aumento do número de homicídios em Alagoas tem crescido 10% a cada ano. É por tudo isso que iremos realizar essa jornada de lutas”, ressaltou Amélia.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Educação em Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo, também criticou a postura do Governo do Estado voltada para a Educação. Segundo ela, sete escolas sequer foram abertas em 2012, fazendo com que os alunos perdessem o ano letivo e ficassem vulneráveis, nas ruas.

“Nossas crianças hoje estão nas ruas, servindo de aviãozinho para o tráfico. Temos alunos que não conseguiram fazer o Enem e tiveram o direito de ingressar na universidade vetado, tiveram suas vidas descontinuadas”, afirmou a professora Maria Consuelo.

Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev-AL), Cícero Lourenço, ressaltou os problemas encontrados na saúde estadual. “Existe um campo de concentração nos hospitais públicos de Alagoas. Essa jornada vai mostrar as agressões sofridas pela sociedade e praticadas por um governo que não tem compromisso com os trabalhadores”, disse.

 

Matéria retirada do Portal Gazeta Web.

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