Velaço leva população às ruas para pedir diminuição na violência

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Manifestantes afirmam que situação está crítica por causa da impunidade

Veja também: http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=341254

Dezenas de pessoas percorreram a orla marítima de Maceió na noite desta quinta-feira (23) em protesto contra a crescente violência no estado. Os manifestantes carregavam velas, simbolizando cada jovem assassinado neste ano. O “cortejo” contou com a participação de Integrantes da Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas e familiares de pessoas assassinadas.

Segundo o presidente do Sindprev, Cícero Lourenço, o chamado “Velaço” protesta contra as informações apresentadas em uma propaganda do governo, que afirma ter havido diminuição da violência. “É uma propaganda mentirosa, porque a criminalidade não se extinguiu, cada dia vemos um novo caso. De primeiro de janeiro a 20 de maio deste ano, foram 820 assassinatos no estado. Por isso, já demos entrada em uma representação no Ministério Público Estadual contra Teotônio Vilela Filho, até porque, o valor exorbitante gasto com o material publicitário saiu dos nossos bolsos”, afirmou o presidente do Sindprev.

Também participaram da manifestação pessoas que perderem entes queridos para a violência. Foi o caso de Maria José da Silva, que teve um filho de 16 anos de idade vítima de um duplo homicídio ocorrido em 2011, no bairro do Benedito Bentes. “Meu filho estava com amigos na rua, conversando, quando chegaram alguns jovens para matar um dos seus colegas e acabaram matando o Tiago também”, contou.

Apesar de o crime já ter mais de um ano, a dor de perder um filho não diminuiu. “O sentimento é o pior possível, uma dor incomparável. Tenho mais um filho, de 24 anos, e o medo de que algo aconteça a ele também é constante. Após a perda do irmão ele começou a fazer um trabalho de conscientização com jovens da região para que eles não se envolvam com a criminalidade”, relatou Maria José.

Com uma vela em cada mão, a mãe de Tiago afirmou que a situação está caótica por culpa da impunidade e de falta de políticas públicas em Alagoas. “O estado não trabalha os jovens, não fornece educação, saúde e nem estrutura alguma para que eles se desenvolvam. Como podem querer que a violência diminua? Além disso, a maioria dos crimes não é solucionado e o assassino continua livre para praticar muitos outros, com a segurança de não ser punido”.

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