80% dos usuários de crack das capitais estão dispostos a se tratar

O Nordeste do país apresenta a maior concentração de dependentes, com 148 mil. O número é superior ao verificado nas demais regiões, como o Sudeste (113 mil) e o Centro-Oeste (51 mil)

 

Étore Medeiros

Publicação:  20/09/2013

 

 

Dos 370 mil usuários de crack que vivem nas capitais brasileiras, 80% estão dispostos a se tratar para deixar o consumo da droga. Mais do que procedimentos médicos e de saúde, no entanto, os dependentes afirmam preferir tratamentos com abordagens sociais. “A vontade é do usuário. É uma população excluída, que quer se tratar e se reinserir socialmente”, destacou na quinta-feira (20/9) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante o lançamento de duas pesquisas sobre o número e o perfil dos dependentes de crack no Brasil.

O trabalho foi iniciado em 2011, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e entrevistou 32 mil pessoas, sendo 7,3 mil usuários, em 121 cidades brasileiras. No entanto, o estudo não detalhou o consumo por município, apenas por regiões. Os dados completos estarão em uma publicação que será lançada ainda este ano. O Nordeste do país, por exemplo, apresenta a maior concentração de dependentes, com 148 mil. O número é superior ao verificado nas demais regiões, como o Sudeste (113 mil) e o Centro-Oeste (51 mil).

Classificado pelo Ministério da Justiça (MJ) como “a maior pesquisa sobre crack já realizada no mundo”, o material traz dados surpreendentes. Os entrevistados das capitais declararam usar a droga, em média, há 7,5 anos. No interior, o tempo médio de uso é de quase 5 anos. “Isso nos mostra que não é um ciclo agudo, catastrófico e de morte. Na verdade, é algo crônico”, esclareceu Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. “A grande questão dos usuários não é legislação ou repressão, é cuidado.”

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Reprodução Correio Braziliense.

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